domingo, julho 04, 2010

Etiquetando as embalagens da vida. Cortando cabeças.Fui ao Inferno comprar algodão doce e o Diabo falou meu nome. (Pronunciou lentamente “aqui Gus-ta-vo”) com voz de quem serve o cliente. Não vou me preocupar em ver, pois, no fim das contas, não comprei nada, minhas criancinhas. Ficaram sem algodão doce. Uma pena que a fome de grana não fosse maior que esse fio melado colorido enroscado num palito com que se compram as coisas? Tentou comprar minha consciência, mas levou apenas um sopro de vela que se apaga. Essa luz era você. Reflexo do meu próprio ego. Atribulação de ser você no meu subconsciente e eu ser você, no seu. Um Nada subjetivo. Um Todo objetivo desconstruído e reconstruído a partir de determinados afectos.

2 comentários:

Lara Amaral disse...

Interessante, Gustavo. Gostei do texto.

Abraço.

Gisele Freire disse...

Bonito e profundamente triste.