sexta-feira, julho 30, 2010

quando pingo é letra


Dome linda estrela
dorme anjo pequenino
dorme doce criança
dorme nos braços...



Me defrontei com a “dor da existência” em situação de emergência, conforme a distância entre realizar tudo de novo. Preservo para mim um planejamento que é minha única função. A vontade de ir embora, de deixar o passado pra trás. Sem ver velocidade, angústia do sincronismo do Tempo. A minha fala infantil sem voz, perverte sem ser ouvida. A criança na é ouvida – é uma qualidade pescada de biblioteca. Um infantil terrível! Com esse movimento, ajeita sua gola e sai circulando. Amado, odiado, incompreendido, mas afinal de contas, vazio. Nunca detestei ser perverso nessa quinta geração de puritanos. Nunca fui mágico da disfunção da química cerebral. Perdoa esse palhaço, acrobata da dor, perdoa. Estou farto desse lirismo e quero o lirismo dos clowns de Shakespeare, ah Bandeira ah Manuel.


Recebi seu telegrama,

Afonso. Obrigado, obrigado:

Sempre é bom ganhar um agrado
Dos amigos a quem mais se ama.

Um comentário:

pedro pedra disse...

Como sempre, uma linguagem, um abraço desgarrado!