domingo, agosto 22, 2010

sorriso e lágrimas


Linda ragazza,




Sou um homem do mato, mas eu estou "por dentro", da minha forma. As cavernas. Sou o homem de hoje sou o homem de ontem. A roupa de ontem, esse jeito de não ter medo de andar, confiante em si só. Esse depojo de estrangeiro alheio, vilipendioso. Apenas um estar entre a gente não sou popriamente. Em busca da realidade. Não tenho mais problemas com a tarde, a madrugada, o espelho e sigo escrevendo meu próprio manual de felicidade. Conceitos freudianos me lembram você, Petit. À merda com todos esses conceitos. Mamãe, papai, a lei – transgressão. Esse tolo sentimento de culpa que te devora, essa culpa social, antropológica, urbana. O meu maior medo é de cair em esquecimento, obliterado pelos olhos alheios, sem reminiscência, sem memória. A Natureza (ou Deus) me consola. Sozinho. Do riso a gargalhada, do choro ao pranto. Coragem. Lavando a alma, acima da terra, a água que brota. Isso que me assola esse desconforto, esse medo que me faz recuar. A natureza é um enorme útero. Auf wiedersehen. Adeus...









Qual seu medo mais pavoroso?

3 comentários:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

ú.ter.ú...

A culpa parece ser atávica - só os que se libertam dos grilhões da caverna talvez ousem libertar-se dela também...

:)

Anônimo disse...

ir contra os ideais da sociedade, causa uma imensa angustia, um sentimento em fazer mal ao outro que escolheu seus vicios.

Papagaio Mudo disse...

Oi Anônimo,

...não se separa sujeito do predicado. Acentuar as palavras também faz bem ao português, digo a língua, não o sujeito. É fácil mudar completamente o sentido das frases.
A verdade é que eu não entendi nada.

>>¨<<