terça-feira, agosto 24, 2010

ei, onde você vai?



Essa trama novelesca que me dá fome e tédio. Essa trama novelesca que se desvela entre cigarros de menta e soluços. Peito engasgado, mudo. Silencioso por dentro, cappicci? Essa interface High Low, Low profile, escuso, esse monitor velho perdido no tempo da fogueira, essa chave do conhecimento, dez anos sem celular, essa é a minha preocupação, essa ladainha, esse lamento, essa dor sem fim, esse gesto. Esse contradicto ao inverso dentro de mim, essa rara capacidade de não dizer nada, de voltar ao mesmo ponto, de não ser catedrático, blasfêmico. Na academia não há como fugir das hienas, não há como sair da caverna. A cena novelesca mais uma vez. Reluto em ser contaminado pela política. Cada um, eu sei, em seu canto, cada vez mais dentro, minha fogueira, cada vez menos o mesmo eu, caído em contradição reverbero oco vazio do eco. Alheio ao hipertexto, ausente, sem asas, sem redbull. Uma cena sem tema, sem gritos e sem áudio, diante da velharia, diante da minha própria descontaminação, diante de um trabalho feito só.

Um comentário:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Reverbe[rr]ou cá... :D