domingo, agosto 08, 2010

Estética


Eu não posso postar coisas que me despertam. Eu posto coisas que me dão esperança. Espero que o pêndulo esteja balançando longe do terrível. Eu cobiço a beleza idiossincrática, a criatividade, a inventividade. Estou cansado de pessoas compiladas em retratos que a beleza do macaco como o monstro de Frankenstein é vida. A beleza é um maníaco na corrida armamentista. Apenas me dê uma pessoa bem fotografada. No clichê, pois é um talentoso fotógrafo é aquele que pode fazer qualquer assunto cativante. Ninguém é tão bom no Photoshop quanto eles pensam que são. Eu acho que não estou sozinho em meus pensamentos também. Polaróides são quadril. Polaróides estão perdoadas em suas manchas e cores suaves. Polaróides não podem ser pós-processadas. O mesmo vale para os mais velhos 35 milímetros “ponto-e-disparar”. As câmeras atualmente estão desfrutando de um ressurgimento graças a fotógrafos como Terry Richardson. Esses são todos os atalhos de autenticidade, porque nos fazem lembrar o quando éramos mais jovens e menos cansados. Eles enfatizam o momento capturado, falhas e tudo. Falhas em especial, talvez. A nudez em si me dá esperança. Não é pornô nudez, não a nudez da linha de montagem. A nudez do lúdico, ou pelo menos a nudez honesta. Eu busco a nudez que me faz pensar que poderíamos eventualmente derrubar o último dos puritanos (culpa e vergonha) que ferem a nossa cultura.

4 comentários:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Divisar o belo no imperfeito, no falho, no humano, como aprecia o expert na obra antiguíssima mais as ranhuras que o tempo lhe fez que as pinceladas do artista, é raro... que se dirá de ver o belo no feio, ou mesmo no grotesco, na arte de cunho soturno, por ex... belíssimo texto e reflexão como sempre...

Papagaio Mudo disse...

Francisco,

à menina lhe faltava um dedo
abç

Gustavo

Lena, disse...

Papagaio, escreve um livro.. É sério.

Papagaio Mudo disse...

escrevo sim Lena, é sério.
é minha última esperança.