quinta-feira, novembro 04, 2010

Almas diluídas


A janela de onde se vê o mundo. Por onde o sol me acorda onde seus raios apontam pela manhã. O sol se ergue, eu me levanto. A luz na noite. Janela por onde vejo a silhueta dos prédios. A escuridão acessa de desvelo. A vagueza do apartamento mais alto. A silhueta desse esmo celeste. A reta onde passeiam as sete luzes. O sopro em forma de devaneio. O silêncio onde se escondem as sombras. Tão imensa a freqüência do negro, morno, insosso. Assim é a noite. A silhueta acanhada e calma na escuridão das árvores. Modesta fleuma pousada nas galhadas, sem vento. Estrelas flutuam como meninas tímidas gordas que comeram chocolate escondido.



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