sábado, dezembro 04, 2010


Não falo agora abstratamente do Desejo. Desejo a paisagem que está envolta em uma mulher – Desejo em conjunto. Construtivismo – construir um conjunto, agenciamento, um território. Região. “Desejo construir um agenciamento”. Falam do desejo como sacerdotes. Dimensões. O estado das coisas. Território. Enunciados. Consciência como ilusão, como máquina e não como teatro. Delírio-mundo. Mundo cósmico, raças, tribos. Não o delírio-família. Isso é a multiplicidade, um agenciamento. Por onde passa o meu desejo? Um agenciamento trata sempre do coletivo. Construtivismo, etc. Por onde passa meu desejo por cem mil crânios? Por onde passa meu desejo coletivo? Em qual ponto? Qual minha posição nesse coletivo? Sou exterior, dentro ou ao centro? Todos são fenômenos do Desejo e “o” Desejo. Fluir é um agrupamento pulsante. Ela fala como uma grande queixa pó causa da castração. A castração é pior do que o pecado original. A castração é uma espécie de maldição sobre o Desejo, raramente espantosa. No inconsciente encenam Hamlet ou Édipo. O inconsciente é uma fábrica de construção. O inconsciente produz e não pára de produzir e funciona, portanto como uma fábrica. Precisamente o contrário da visão do inconsciente como teatro onde nele sempre se agitam um Hamlet ou um Édipo até o infinito. O delírio que está muito ligado ao desejo – como sobreviver ao deserto? Esse não é um problema semântico. O deserto é um delírio geopolítico. Ela nunca compreendeu esse fenômeno do delírio. Delira-se o mundo, delira-se uma pequena família. Ela atribui isso a determinações familiares. Daí a dizer que tudo está mesclado. Tão obvio que pulula.

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