quinta-feira, dezembro 09, 2010

minha prosa não cola


Tento me inspirar na voz interior, essa que não cessa de repetir Deus Mundo Alma. Tento que o presente seja minha força, minha chama. A ígnea flama flui em eflúvios. A razão pede calma. Aos sentimentos, um cigarro e um café. Não posso estar parado. Sou levado sem pensar. Aceito a informação a priori. Sem preconceber, saber. Deixo que venha um novo dia. Meu corpo um santuário. Às vezes um tabernáculo, ou uma arca ou uma ostra ou uma ermida. Um labirinto de informações desconectadas que unidas dizem tudo. Minha pobre condição humana é incapaz de suportar essas palavras voláteis, profundas e externas. Minha semântica não se encaixa. Meu verbo não declina. Quem disse que eu quero ser amado pelo que eu escrevo? Quero ser amado pelo que sou.

4 comentários:

Anônimo disse...

Não sei por quê? Mas todo Buda é Homem.

Gisa Dias* disse...

É raro, mas quando desabrocha vem com tudo e vem do coração.

Gostei.

beijo.

Papagaio Mudo disse...

Anônimo,

veja, repare, essa imagem tem até um peitinho mais avantajado e não aparece o pintinho... mas quem disse que toda imagem é do Buda?
Abraço,

Gustavo

Papagaio Mudo disse...

oi Gisa