domingo, fevereiro 28, 2010

swiss miss


Um dia de chuva. It’s a kind of blue que invadiu meu coração. Cuidado terráqueo, os ETs estão chegando. Preciso de uma mulher forte e delicada de espírito. Não desejo mais selar dívidas ancestrais com quem não me deseja. Com quem sequer um dia lembrou-se de mim. Com uma criança egoísta que tem pena de si e da própria mãe somente. Não desejo inspirar pena ou mesmo piedade. Desejo o carinho que invadirá meu peito e a plenitude que trará um pouco de paz ao meu peito tão dilacerado. Já lutei guerras e venci a mim mesmo. Já cuidei dos fracos e deles também me afastei para não sofrer. Vivi da ilusão imensa de querer proteger quem não me quer, sequer como amigo ou companheiro. Do sentimento altruísta colhi desdém e desprezo. Já não mais desejo uma criança por desejar tanto, tanto desencanto. E me desfaço em verbos me recompondo. Juntando os próprios cacos de um poderoso artefato que sobrou de mim.
Minha alma voa

no pano destorcido da realidade

...
a sete passos do céu

terça-feira, fevereiro 23, 2010

cut-troats


Promete pra mim aquelas coisas que você não pode mais prometer. Queria dançar aquela música, aquela música, aquele seu olhar. E que, melodiosa e triste, meu coração dissesse ou calasse, silenciando a plenitude do abraço. Quarta-feira de cinzas no país. Minhas boas lembranças derramadas na calçada. Lá se foram os anos, lá se foram. Onde reina a ordem, louvado seja o caos, tríade de significações. A palavra presa na onda azul. Eu sou um poço de magoas e desalentos. O tempo ancestral no Corel Draw um arlequim existencial. E ser desafinado ser desafinado ser desafinado ser desafinado...
Promete pra mim.

domingo, fevereiro 21, 2010

assim


A delícia ao sentir beijar seus lábios, seios e sexo. Alegria ao ver sorrir seus olhos e sorrir. A plenitude ao envolver seu corpo com meu corpo. Ao carinho mais íntimo e o desejo mais ínfimo. Sentir o riso mais cândido e descansar a pele sobre a sua. Na cama, sentada em mim nossos corpos se fundirem e se confundirem. Meu corpo e sua alma, minha alma. A sensação indivisível do presente sem futuro. Quando contemplávamos a estrela vigilante. Sentir caber-te quente no meu peito apertado e desejar que parassem o caminhar das horas e o Tempo. Ver-te ir embora, levada pelo vento e o pôr-do-sol. Ao demonstrar meu afeto cantando pela rua fazer-te ruborizar. Descer ao ponto da despedida meu coração de criança só. E a tristeza extrema de levar-te rosas ao túmulo.