domingo, janeiro 09, 2011

ciciando baixinho

Garotas más não choram. Observo, enxergo, vejo, analiso, sigo em frente. Hoje me importo mais, portanto sigo só. Quero desconhecer quem eu conheço. Quero esquecer, deixar de ser invisível e anônimo. Quero começar mais uma vez. Equilibrar na linha do horizonte. Chorei como se fosse vítima. Alvo da armadilha inescapável. Chorei no escuro. Lágrimas não sensibilizam as mulheres. Nunca mais quis essa gente por perto, embriagada de conversas tolas. Ela rabisca cores que pairam na brisa e flutuam no ar. Os rabiscos além do papel fogem desses ares viciados. Não interessa quem viveu quem morreu. Sem mentiras nem meias verdades. O presente que desejo merece uma Ode. Minhas veias estão saturadas dessa velha tristeza. Fábula de um novo amor, silvestre e pagão, ao sabor mágico dos ventos. Uma linda borboleta caleidoscópica pousou em minha janela, atraída pelo sal da existência.

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