segunda-feira, janeiro 17, 2011

Hei cara, o quê há com você? Parece que não me conhece. Você não me conhece. Você acha que me conhece? Sei que nenhum sofrimento do passado justifica as coisas que fazemos agora. O quê você pensa que eu sou? Na sua idade eu já tinha um passado. Existe uma lacuna entre o que existe. Tudo que você acha sem saber que o Espaço muda as pedras. As águas mudam a imagem em movimento, percebe? Há uma distancia entre você e a realidade. A realidade é retornável, é um fio em espiral sem fim. A realidade é um conceito relativo. Em cada espaço que você não conhece há uma realidade. Em Pato Branco existe um professor de esperanto. Quando nos perguntamos o que é normal, isso é uma afirmativa? Existe uma prelação por isso ou aquilo, por aquela morena alta, magra. Você tem um nome, você tem uma história que não me importa saber. Eu troquei de pele. Rasguei a máscara que trazes e que vês. E as pessoas olham. Como posso ser invisível? É importante que tenha a resiliência, mas que seja leve. Vamos caminhar juntos pelas ruas cultivando estrelas. Um minuto, uma estrela. Muda a perspectiva, muda o quadro celestial. Há um ponto de fuga dentro da minha casa mental. Do estranho como numa pintura. Faz parecer fauvista ou surreal, mas mergulho em um campo de trigo impressionista.

Um comentário:

Liberté disse...

...completamente natural.

hehe!