quinta-feira, janeiro 20, 2011

Prognóstico. Eis o dia, meus amigos, que eles acharam nunca ia acabar. Decidido a sair do monastério, o guru de pijamas veste a túnica branca e sai a andar pelas ruas respirando o que chamam de Vida, e sonhando acordando vai calculando cada passo antes de avançar em sua direção, em qualquer direção. Viemos aqui pra chorar ou pra viver? Preciso passar o arado sobre a ossada dos mortos. Os pássaros cantam, mas as folhas das árvores ainda não se movimentam. Pelas ruas volto ao meu DNA. A vista da janela e o olhar perdido no infinito talvez o auspicioso início de uma grande ilusão. O infinito enquanto dure, enquanto der. Enfrento o papel de riscos e rabiscos com galhardia quixotesca. A proximidade distanciou-me das pessoas que eu mais gostava. A distância preserva a imagem do mito. Preencho minha ficha médica. Paciente, data do nascimento, horário. Embaixo está escrito – História Clínica. Não sei o que estou fazendo aqui, nessa sala de espera. Sim, esperando. Podem me dar um café? A menina me deu um cigarro superlongo ultrafino. Na pós-modernidade, tudo que esta no ar se solidifica. Tudo que é profano se consagra. Existem várias verdades para a mesma mentira. Verdades e mentiras juntas lado a lado. Boca nervosa grita um soco na buceta. Primeiro beijo na testa, primeiro chute na bunda e a quinta mulher que não presta. Somos um grupo de individualistas. No dia internacional da mulher sobrevivo das falas amorfas. No páreo pelo pódio que entorpece, meu falo foi sua desculpa feminista para o estresse. Vou-me embora para Loveland porque no país do futebol tudo termina empatado e ninguém marca gol.

3 comentários:

Liberté disse...

Na serie de loveland, tem outros textos legais.
Pensas em fazer 1,2,3?

Liberté disse...

PS: pena branca seu guia!

Papagaio Mudo disse...

Sim,
pena branca meu guia!
Se cuida guria.
beijo,

G.