domingo, fevereiro 13, 2011

menina afogada no poço

Que tipo de região desértica é essa em que transitam meus pensamentos? Quero escrever? Sim. Estou fazendo uma revisão de textos que pretendo publicar, mas sinto-me igual Arturo Bandini. Tão remisso e inocente quanto. Perguntar à poeira das prateleiras das estantes do esquecimento, ou do conhecimento, da sabedoria de se sentir mais forte, não sei. Por onde anda minha memória? Encontrei mais um fio de barba branca bem no meio do queixo. So what? Desculpem-me essa punheta inglória que é regurgitar reminiscências do passado e ficar se lamentando, ai ai. Ai minhas costas, ai a putaqueopariu, porque ela ainda não evoluiu? Medo do sexo, medo da força, complexo de pobreza. Eu não mereço me lembrar de certas noites. A impressão que resta de ser incompreendido, de ter deixado a imagem de um bárbaro que aflige medo. Medo. Você se sente segura apenas perto da sua mãe e eu me seguro pelo mundo, e sinto muito, adeus. Quero esquecer de vez e esquecer o que você me fez. Estou cansado de tanta rima pobre. É isso, eu que me considero tão passional, tornei-me blasé, Petit. E mau poeta. Minha consonância declinou muito. Sem rima, sem métrica, sem estrutura. Indiferente, apático. Fock,

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