sábado, fevereiro 26, 2011

Proust e os signos

Nos subúrbios da memória ou
"The Queen of the underground"

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Disposto a fazer uma analepse de todas as nossas memórias idas. Comi algo que não me fez bem e passei um ano inteiro vomitando. As meninas brincam de prazer, em busca do tempo perdido e Proust te despreza. Desprezo a promiscuidade que o momento histórico delega. Aprender é ainda relembrar, mas, por mais importante que seja o seu papel, a me­mória só intervém como o meio de um aprendizado que a ultra­passa tanto por seus objetivos quanto por seus princípios. A “busca” é voltada para o futuro e não para o passado. Aprender diz respeito essencialmente aos signos. Os signos são objeto de um aprendizado temporal, não de um saber abs­trato. Aprender é, de início, considerar uma matéria, um obje­to, um ser, como se emitissem signos a serem decifrados, interpretados. Não existe aprendiz que não seja "egiptólogo" de alguma coisa. Alguém só se torna marceneiro tornando-se sen­sível aos signos da madeira, e médico tornando-se sensível aos signos da doença. A vocação é sempre uma predestinação com relação a signos. Tudo que nos ensina alguma coisa emite sig­nos, todo ato de aprender é uma interpretação de signos. Do signo extrai-se sua unidade e seu surpreendente pluralismo. Volto o tempo e me redimo. Rimo memória que não evoco (conscientemente) vem a mim sem aviso, sem que eu peça, de surpresa e como um raio, é voz tonitruante.

6 comentários:

♥Ela...NSNL♥ disse...

uiaaa... na vdd eu adorei aaa foto hauhauuah,... vou dar uma roubada nela se vc me permitir... hauahu bjokas bgdo pela visita!

Papagaio Mudo disse...

nicht zu danke... pode dar uma roubadinha.
bjo!

G.

Papagaio Mudo disse...

vou escrever as memórias de um insone.

Canto da Boca disse...

Se o texto foi escrito numa noite insone, pois que venham outras noites indormidas.
Tentei buscar alguns signos em minhas memórias, e a cada linha lida, deparava-me com a (minha) natureza mutante e com alguns signos importantes. Me fizeste ter vontade de reler o Carlo Ginzburg.

Obrigada pela ida ao Canto, e sobretudo, pela leitura do poema.

;)

Papagaio Mudo disse...

Oi Canto da Boca,

Ich habe nicht wirklich gelesen das Gedicht





ass.
Rabo do olho

Papagaio Mudo disse...

doesn't matter