quarta-feira, março 09, 2011

Candy self-portrait

Tarde nuvem rósea e passageira. O espírito de Maria paira no ar, estrito senso, calmaria. Facécia devassa imutável, alma do carnaval. Dores na coluna significam medo de viver. Um resfriado pode significar carência afetiva. A vontade de se alimentar é pulsão de vida, a hipofagia não. Costumo pontuar e isso não é um bom costume. Eu diria que “tento” ordenar a linha do tempo, mas enfim, o ser humano é paradoxal. E todos tentam formular o seu próprio manual de felicidade. Ser é divino tanto quanto o exercício maquinal diário e automático. Mas sóbria, ainda resta à perfeição da natureza. (no photoshop included)

9 comentários:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Intenso, belo, intimista e a um só tempo universal, como soi tu... :)

Caiocito disse...

até que enfim um conteúdo. linda postagem.

Sofia A. disse...

"E todos tentam formular o seu próprio manual de felicidade"
Estabelecemos planos, linhas, rumos à caminho da felicidade, como se ela fosse o ponto de chegada, e talvez assim acabemos perdendo a única felicidade que existe, a de momentos presentes.
Lindo texto, cheio de intensidade.
Um beijo!

Papagaio Mudo disse...

Obrigado, Sofia.
Beijo,

Gustavo

Papagaio Mudo disse...

Caio,

...o sorriso entre as pernas, vale o beijo de um cunilíngue aposentado...

G.

Papagaio Mudo disse...

Francisco de Sousa Vieira, filho,

"real"

Caiocito disse...

belo poema, joe.
Uma vez estava ensinando cunilingue para minhas alunas, e elas pediram para escrever no quadro em tópicos. Aquela coisa de adolescente, né. Então eu fiz.

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Se travar, reinicie e comece denovo.

e tinha aquela foto do cd do tom zé para rolar aquela semióticão!

Apoena disse...

Que saudade de visitar esses posts... ótimo.. ótimo...

Papagaio Mudo disse...

The Great Apoena...