sexta-feira, abril 08, 2011

o que acaba sendo ou acaba com a cena


O que trouxe de si, o que ficou, o que rememora, o que quero esquecer, o explode, o que esporra no sonho, nos lençóis e na forma. O que se pode, o que se fode, o que não volta mais. O que é mais e maior que o medo, a perda e o esquecimento, uma colcha de retalhos. Pedaços de passado e sonhos de futuro sussurram. Os ruídos diários de surdez dentro do hipertexto burilaram meu espírito. Estou mais calmo, mais dopado de realidade, mais embriagado de concretude. Medíocre de métrica, de rima, de não-rima, de pós-modernidade, de repetição, de surdez, de anestesia, de imbecilização. Mais que Pavarotti, mais que apavorado, mais que epicurista. As readaptações parecem não ter fim. Os re-começos figuram como obstáculos instransponíveis. Não é necessário mais o verbo, pois nada mais me pertence. Tudo apenas "existe" no pensamento. Faço as mandalas ao sol. Novos ventos, ventos de mudança. Sete anos se passaram. Silêncio...

3 comentários:

Clara disse...

o que ausenta o que deseja o que acorrenta qualquer tenacidade...

muito bom, gosto daqui

renata.ferri disse...

"Esse amor me derreteu
Ajoelha te esquece
Me chupa e agradece
A quem te machuca
Agradece, meu deus
Dói demais"

http://www.youtube.com/watch?v=5gW0I4dpC5U

Papagaio Mudo disse...

Oi Renatinha,
Oi Clara,

Nada de amor, nada de "dói demais", pórem, abençoado seja o sofrimento e o inexorável início e reinício dele.
...que assim seja.

G.