terça-feira, junho 14, 2011

Calor sem humidade

Viver é desfrutar do trabalho e do bem-viver, eu espero, desejo, quero. Mas de repente, tudo se me nega, fujo pra Eritréia ou vou pra Rodésia do Sul, onde tenho amigos cativos. O sol de outono aquece docemente, mas em África todo calor é mais. Já não bate em meu peito amor por um mundo velho pleno de novas formas de comunicação. Já não sabem que existe um mundo invisível. Eu quero estar incomunicável para conversar com o Deus que eu criei. Falar e ouvir a mim mesmo. Depois, reaprender a falar com o tom vocal que nunca se esquece. Não tenho pesados livros para carregar no caminho, nem chagas, nem mágoas. Não tenho janela pra rua, não tenho mulher seminua. Não tenho laços afetivos, senão de família, que me prendam ao belo e resplandecente horizonte, onde ainda se vê estrelas cadentes, mas nada foi como antes nada será adiante onde não há mais ranger de dentes. Somente o verbo cravado na pele crua. Estou contente de estar salvo e estar sobre a crosta do “mundo”. Interconexões que vocês nem imaginam... resquícios da alma, recomeço, nova prosa noites adentros.

Um comentário:

Papagaio Mudo disse...

scheiss fotzen, eben