domingo, junho 26, 2011

A ígnea flama flui em eflúvios

Volto às redundantes e recônditas reticências das curvas... às dissonâncias, aos ruídos, às fraquezas e delas nada quero. Renascendo verso sem pedir licença, sem preferências, acredita. Confusa me ataca, fico mudo, fico puto e no fim da festa os Josés se vão. Detesto despedidas. Detesto funerais. Eu gosto da vida. Detesto e simultaneamente amo as caras de espanto que vi na noite noir. Haja caras, haja metáforas. Acostumei-me com essas caras de tanto operar cirurgias morais. Noites de opulência onde os fins, ao amanhecer, eram apenas meus. Fizeram dos lampejos verdadeiros frangalhos. Vagavam ao sabor das palavras que lambiam vulvas flamejantes.

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