quinta-feira, junho 16, 2011

O desejo imortal da criança




Procurando um nome para o seu bebê?


Como pode um poeta da (segundo os glossários) “segunda geração do romantismo” renascer não na renascença, o que seria um retrocesso no Tempo, física-quanticamente falando, mas sim numa época que nem mesmo tem definição adequada, chamada tão somente de “pós”. Algumas características do ultra-romantismo. Apesar de dizerem “não usa isso mais”, esse comportamento “retrô” compassivo também nós faz insensíveis ante essa realidade a que somos arremetidos, como pedra de estilingue na mão de um menino. Tal qual esse pequeno objeto que voa sem direção, não me importa o que digam sempre disseram isso, em outras épocas, quando estavam mais ocupados em perceber o que não entendiam, a consagração no “novo” na Arte, no Belo, no esquecimento. Tento traduzir o que a minha sensibilidade (dos cinco sentidos) traz a essa realidade que desponta sobre o meu nariz, meus olhos, minha boca, meus ouvidos. O comportamento humano sempre foi cruel. Desde a noite dos séculos, sempre houve erros e mazelas atrozes de competência humana. Todavia não me nego a ser cruel, embora essa adesão por simpatia de vibração não me possa redimir, ser cruel com o mundo-cruel custa-me ainda alguns “porquês”.


Desafio pós moderno.

2 comentários:

Adriana Godoy disse...

E que desafio! É mais que pós moderno, é visceral! Beijo

Papagaio Mudo disse...

"pra digerir o fracasso é preciso lutar"