terça-feira, junho 07, 2011

Para Iákov

Eu me pego sonhando com o futuro próximo. Aquele que chega quando você menos espera. Que já é hoje ou amanhã quando a gente não espera. Um ano, três anos, dez anos passam com fortes ventos e suave brisa de outono se torna o Tempo. E os anos tem passado em números cabalisticos me surpreendo quando quatorze são duas vezes sete e mais sete vinte e um, enquanto meus trinta e três anos suspeitam quarenta e aparentam vinte e cinco, não fossem meus cabelos brancos. Acho que o tempo, em algum tempo, realmente pára dentro de si. Depois de alguma coisa muito... alguma coisa que te paralisa por dentro. Alguma coisa que te faz querer mover-se como uma máquina. Mein klein Prinz, tantos anos esperei para ter o prazer de cuidar de ti. Estamos na mesma Terra, na mesma cidade, no mesmo ambiente em que conheci sua mãe. Agora somos amigos, eu e Mildred. E você, você meu pequeno Iákov, você pertence aos sonhos que sonhei acordado em tempo de priscas e longínquas datas. No frio e na fome, lamentavelmente, lembrava-me de você e da ausência minha que não foi capaz de cativar. Agora estarei sempre aqui, meu pequeno.

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