sexta-feira, junho 17, 2011

seios como os seus



Fazendo aquela força de soltar um grito peremptório. Extravasar? Como colocar pra fora essa voz interior? Voz que ecoa nas paredes do cérebro, intermitentemente. Som que não diz nada, sem parar sem parar sem parar. Voz que é o som do ponteiro dos minutos. Voz que não tem ponto nem vírgula, voz que não faz ruído. A voz que é o silêncio íntimo ressoando a cada instante. Essa dorzinha que eu sempre tive no tendão do dedo mindinho do pé direito... Esse estado de ossificação que nada atrai nem repele. Um instante pode ser um segundo ou um século. Momento que não se pode medir pelo tempo das horas. Um sopor que vislumbra quadros mentais onde fulguram campos escondidos. Raios de sol colorem o céu que se confunde com a terra. Não sei onde estou nem quanto tempo eu passei nesse estado de torpor letárgico. Volto embrutecido.




A vida é um sucedâneo infinito de novelas da Globo.

2 comentários:

Por que você faz poema? disse...

"A seguir cenas do próximo capítulo".

Josi Puchalski disse...

Moço... ainda não sei a resposta para a sua pergunta. Gostei desse lugar intenso.

Bjo