segunda-feira, junho 13, 2011

voragem sem remissão

Desde quando mesmo, comecei a escrever esses textos? Diálogos, conversas, meditações sobre o mesmo eixo, às vezes alternando platôs. Sob o ponto de vista que agora estou, observo mais serenamente a reação dos outros. “Os outros” não têm face. Eles comemoram a satisfação que há em volta de si e se rejubilam. Mas dentro de si não há nada. Somente um peso imenso e a vida, esse conto de fadas. Como há dois pesos e uma só medida não há erro. Portentosa, quão belo nos parece o abismo quando temos por companhia somente a solidão! Aos primeiros passos rumo ao desfiladeiro, percebo. Quero-me uno. Sinto-me como duas metades da laranja. Hoje, sobre o céu das margaridas ando. Hoje, o contrapeso, ontem o descanso, amanhã o mesmo. O mesmo cotidiano que se move movimenta o senso de tempo. O tempo é o signo de Deus.

2 comentários:

Gisa Dias* disse...

É... a beleza das coisas está nos olhos de quem vê... até mesmo um abismo, no nosso mais insano momento parece ficar belo....

Gostei do que escreveste!

bjokas*

Igor disse...

É preciso respirar um pouco de poesia