terça-feira, novembro 15, 2011

dor-de-cabeça grátis! (pânico incluído)







Ontem niguém teve sossêgo aqui no bairro. Alguém, provavelmente do gênero feminino, contratou um sistema de som para 40 mil pessoas, somente para comemorar seu aniversário entre amigos. Com banda. Uma banda com vasto repertório brega, do pop universitário, axé universitário, sertanejo universitário, forró universitário, pagode universitário, ao universitário que você puder imaginar. O som passava dos ...150 decibéis, segundo meu pai. Não dava para conversar dentro de casa. Nem ver TV, nem pensar direito, e dormir nem pensar! Eis que devo atribuir à esse episódio o nome de crime contra o patrimônio, no caso a sanidade mental e a tranquilidade das pessoas, digo, os 40 mil vizinhos que ouviram o show completo (com duas partes de três horas com brevíssimo intervalo, que começou às duas da tarde e terminou pra lá das sete.) Grande merda! Big shit! Causou stress completo até em quem estava na festa, nesse agrupamento sinistro, melhor dizendo. Os tocadores de atabaque já aparentavam algum sinal de medo e constrangimento. Medo de serem alvejados por ovo, bala, tomate, ou qualquer coisa, mal-olhado, sei lá. Sei que passei um dia terrivel e se soubesse o nome da banda, recomendaria que não tocassem mais nem em bazar voluntário em quermesse de bairro. No mínimo uma falta de educação. Quem souber e quiser compartilhar comigo sua agonia, nossa agonia, minha agonia, aconteceu na rua Cristina entre Viçosa e Lavras, sendo que talvez o Mineirinho fosse mais apropriado. Ufa! Sinceramente, pau-no-cu dessa banda e do/a imbecil que a contratou que, penso, só pode ter sido por perssuasão (do dono do equipamento de som, do amigo do primo do produtor da banda que é amigo do dono/a da festa, qualquer que seja a hipótese) acho impossível alguém fazer isso "de caso pensado", mas admito que elas erram. Pessoas da vizinhança passaram mal, vomitaram, crianças choravam sem parar, velhos apresentaram oscilação de pressão, e eu mesmo tomei um banho demorado e fui dormir às nove horas da noite. Um tipo de pânico-tortura alla Laranja Mecânica. Feliz aniversário e tomara que cê morra!

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