quarta-feira, novembro 02, 2011

não é, Hunter?







Sempre esse mesmo tango rasgado, essa tara enrustida, essa sacanagem toda sem vazão, sem raciocínio, cansado de querer e não querer, e sabes que foi minha loucura, e nunca perdoarei sua indiferença, porque a mesma folha seca, e com a mesma toalha que enxuguei minhas lágrimas limpei minha porra. Cansado de te esquecer em inumeráveis noites em claro com as estrelas, com a Lua, com meus núbios pensamentos obnubilados, inseguro, imaturo, cansado dessa punheta, se existe o homem, se acaso você chegasse. Mas quem é você? O quê é você? Essas mãos minhas nem as suas, não são nossas mãos nem as mãos deles que fazem tremer. Caralho solitário, é constrangedor, é irônico, é tolo, culpar o doente pela doença?

2 comentários:

Adriana Godoy disse...

Pra filosofar ou pra ensandecer ou ambos?

Papagaio Mudo disse...

Põe na conta do Papandreou.