terça-feira, janeiro 31, 2012



Preciso escrever preciso escrever preciso escrever preciso escrever preciso escrever preciso esquecer





espero que eu seja iluminado...

quinta-feira, janeiro 26, 2012

anjo libertino




Acordo...
Mais um dia de verão.
Assisto as nuvens pensando nas estrelas.


Pêra uva maçã jabuticaba?
Não sei onde meu ego-amor acaba.
Contém ou está contido? É bom estar contigo.


2012-01-26

quarta-feira, janeiro 25, 2012

e quem me vê apanhando da vida duvida que eu vou levantar...

Enfim, começos...





“No purgatório, quem sabe poderemos ver nossa própria face e ouvir nossa própria voz como realmente são.”


Lewis Caroll






Escrevo para agrupar pedaços da minha inspiração. Caminhos e território sem Espaço. Momentos que o tempo roubou, um retrato tingido de lassidão. As vezes que me deixei cair, perdido no deserto das ideias, a sombra da caverna e as retinas queimadas de sol. As vezes que arfei sem dor, sem beijo, sem ninguém pra pegar no joelho. As vezes que sussurrei pras paredes o que eu queria dizer pra Deus. Vezes em que a ponta dos dedos contraia meus nervos até o cabelo. Vezes que o suor seco se confundiu com as lágrimas secas e as mãos ressequidas. Vezes que a fumaça do cigarro me cegou e tudo que o passado prendeu por índices e sinais do acaso.

Marina e as jabuticabas






sábado, janeiro 21, 2012

2012

Os perdidos devem ser salvos da destruição.



Tim Maia







Quase todo o dia, enquanto espero o canal 3 esquentar, assisto a TV num canal que transmite um programa sobre a Cultura Racional. Concordo com muita coisa do que dizem. A apresentadora mostra convicção no que fala, mas na verdade, ainda não entendi muito bem o discurso em sua totalidade...

Lush life

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Caçando minha própria espécie





O pensamento, como disse uma banana transgênica, tem fases de mudança. Fases de uma reconstrução interior. Fases de ter que aceitar a vida como ela é. Tal como hoje ela desponta, agradeço com humildade. Valores que anestesiam: pensamentos fúteis, comidinhas fúteis, e sentimentos. Tal como aceitar sem necessidade, dia e noite, um ambiente ambíguo, sem equívocos adormecidos. Afinal, “Ninguém sabe que coisa quer. Ninguém conhece a alma que tem. Nem o que é mau nem o que é bem. (Que ânsia distante perto chora?) Tudo é incerto e derradeiro, tudo é disperso, nada é inteiro.” Dizem as palavras de Fernando Pessoa. Não sei quanto ao incerto, mas desejo paz de consciência, como em Crime e Castigo. Essa noite faltam 29 dias para meus cumpleaños. Ao longo da minha história de trinta e três anos, hoje, desejo que as noites sejam brandas e os dias, suaves. Não mais esse frio na alma, não mais medo, angústia, palpitação. Não mais ranger de dentes na escuridão da noite. Rogai por nós pecadores, santa mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas do seu filho. Eu creio, Senhor. Ajuda-me na minha descrença. Alimentando um cotidiano inefável. Dizendo ao agora o que já disse antes, por oceanos antropofágicos, sustentando a cabeça erguida sobre o corpo.



Senyals de fum a la tribu Krenac

domingo, janeiro 15, 2012

Lust







E você continuava ali parada, completando todos os espaços. Devassa como a noite. Calma, limitava meus movimentos ao medo e ao desejo, ao mesmo tempo. A hora continua e o tempo não pára. Hoje será apenas depois de amanhã, de madrugada. Tudo que foi não existe mais...








Rumo ao sumo

Disfarça, tem gente olhando.
uns olham pro alto,
cometas, luas, galáxias.
Outros olham de banda,
lunetas, luares, sintaxes.
De frente ou de lado,
sempre tem gente olhando
olhando ou sendo olhado



Outros olham pra baixo,
procurando algum vestígio
do tempo que a gente acha,
em busca do espaço perdido.
Raros olham para dentro,
já que não tem nada.
Apenas um peso imenso,
a alma, esse conto de fada.


Leminski



ESTUPOR

esse súbito não ter
esse estúpido querer
que me leva a duvidar
quando eu devia crer

esse sentir-se cair

quando não existe lugar
aonde se possa ir

esse pegr ou largar

essa poesia vulgar
que não me deixa mentir

p. leminski

la vie en close

sexta-feira, janeiro 13, 2012

what's blablabla?

O que constitui o material semiótico do psiquismo? Todo gesto ou processo do organismo: a respiração, a circulação do sangue, os movimentos do corpo, a articulação, o discurso interior, a mímica, areação aos estímulos exteriores (por exemplo, a luz), resumindo, tudo que ocorre no organismo pode tornar-se material para a expressãoda atividade psíquica, posto que tudo pode adquirir um valor semiótico, tudo pode tornar-se expressivo. É verdade que nem todos estes elementos têm igual valor. Para um psiquismo relativamente desenvolvido, diferenciado, um material semiótico refinado e flexível é indispensável e, por sua vez, é preciso que esse material se preste a uma formalização e a uma diferenciação no meio social, no processo de expressão exterior. É por isso que a palavra (o discurso interior) se revela como o material semiótico privilegiado do psiquismo. É verdadeque o discurso interior se entrecruza com uma massa de outras reações gestuais com valor semiótico. Mas a palavrase apresenta como o fundamento, a base da vida interior. A exclusão da palavra reduziria o psiquismo a quase nada, enquanto que a exclusão de todos os outros movimentos expressivos adiminuiriam muito pouco.
Bakhtin







“E havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora.”
-Apocalipse
(8:1)





la imatge per la imatge

Eu vou ficar bem...




As mesmas paixões no homem e na mulher são diferentes em seu andamento e é por isso que o homem e a mulher jamais deixam de se desentender.


F. Nietzsche



Quem olha par fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda.


Conselho horóscopo Personare

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Stand up

...nem sempre Comedy. Stand up Drama? A prosa avassaladora ataca quando já me perdi. Aliás, a falta de memória, talvez consequência das drogas, sogras, Best-sellers, tem-me sido comum. Falta de memória pra pequenas coisas insignificantes talvez só para mim. Muita solidão para uma pessoa só. Tenho estado como um gato, com o ouvido aguçado. Ouço através das paredes, ouço o hipertexto em toda sua hipertextualidade através das grades da janela – primeira interface, primeira sensação de noção de percepção – carros passando, pessoas riem, gargalham e comemoram algo. Ouço pequeninas coisas, coisas miúdas, ruídos, o choro embutido nas lágrimas, mesmo sendo elas apenas um olhar. Ouço. Tenho ouvido muito e visto pouco s coisas que estão na minha frente. Quantas vezes caí, foram as vezes em me levantei. Graças a Deus estou vivo, lindo, loiro, e pé novamente.





Pavão



Homemade japanese food
by me and Caiocito

Deus é amor



segunda-feira, janeiro 09, 2012








A partir desse isolamento mórbido, do deserto desses anos de tentativa e erro, há um longo caminho a essa segurança vasta e esmagadora que não pode dar a própria doença ganchos e meios de conhecimento para que a liberdade madura desse espírito, que é igualmente auto-controle e disciplina de coração, e permite acesso à muitas maneiras conflitantes de pensamento para que a cópia e o excesso de refinamento interno, que exclui o perigo do espírito, por assim dizer, tornar-se perdido, apaixonado por seus próprios caminhos e, embriagado, não se sentar em qualquer canto, até as forças de plástico em excesso que dão ao espírito o privilegio de viver na perigosa tentativa de nos disponibilizarmos para a aventura humana.









quinta-feira, janeiro 05, 2012

O Que é Suicídio



Sylvia Plath
suicidou-se em 11 de fevereiro de 1963


A repressão ao suicida tende a diminuir à partir dos séculos XVI e XVII, e a Revolução Francesa proíbe qualquer tipo de condenação – com o racionalismo a própria Igreja se torna mais tolerante e as punições religiosas já não se aplicam a quem fez o ato num momento de loucura ou se arrepende frente à morte, Atualmente há uma tendência religiosa a compreender o suicida, mas não sem condenar o ato.






(Roosevelt M. S. Cassorla 1984, pág. 43)

Set voltes i mitja al voltant de la Terra










em catalão ou em português, é apenas umpiscardeolhos

Nota mental

Casa 9







Na cabana do xamã, dizem, há um portal para a quinta, e da quinta direto para a oitava dimensão. Mas nada se vê da pequena janela. Da pequena janela não se vê. Nem o presente, quiçá o futuro, senão a lua, senão o sutil movimento das nuvens. Eu me perdi nessa viagem um tanto vertical, e uma índia Krenac, vinda daqueles tempos idos, me encontrou ressequido, as mãos ressequidas no desespero inconsciente de transgredir e a mente alquebrada e a doce ilusão de transmutar-me em palavras, quando já não compreendia eu mesmo minhas próprias palavras e babava cosmicamente e procurava na palma da mão e na ponta dos dedos com as pupilas dilatadas e já balbuciava alguma coisa inexprimível e também perdida. Krenac me salvou do sorriso eriçado da onça, me salvou do bigode da onça, o deletério contato com os próprios de si e os seres imaginários da floresta. E encontrou a cor que falseava as palavras mimetizadas na folha, o que também era inexprimível. As cores da cumplicidade, a multiplicidade e o silêncio. A significação de pequenos atos, restos. Dentro da cabana há uma bacia d’água que eu, desapercebidamente, troquei com uma preta velha lá do morro. Olho o reflexo do espelho onde começo a excursionar o passado, no contexto ancestral os ventos chacoalham as folhas das arvores e o trovão, após o clarão do raio, ruge. A fera, reclusa, lambe a inesperada ferida. Diante desse reflexo onde, onde a vaidade que um dia matou o leigo, o espelho. Vejo devastado devastado no íntimo como um dia certamente devastei...