Longe daqui em algum lugar...Quarta-feira, Fevereiro 29, 2012
A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento
Longe daqui em algum lugar...Quinta-feira, Fevereiro 23, 2012
Coletivo natureza
Já fiz outras palavras, já removi outros desertos e desmembrei estradas, travadas as mesmas mesmas no caos de Lama Lama Lama Satacbani. Já fiz e me desfiz de outras e outras transas, e transferi arquivos da memória incendiária memória, que das cinzas reviveu e abrasou as favas, arenga no mundo onde as fadas conversam. Morrem queimadas como farfala - na luz da vela que se apaga. Brilho eterno de uma mente sem lembranças. Toda prece é ouvida, toda graça se alcança.
Sábado, Fevereiro 18, 2012
A Flor do Poeta
Terça-feira, Fevereiro 14, 2012
Sexta-feira, Fevereiro 10, 2012
In a silent way

Saio de casa no escuro
com passos de felino
Quinta-feira, Fevereiro 09, 2012
coisa sem sentido
Uma frase veio à tona. Pulou, escapuliu, me fez pensar. Fez-me entender outras frases que já haviam sido ditas. Somente hoje eu compreendi o contexto. Agora tenho a quem matar com a minha indiferença. Hoje deixo de ser indiferente a mim. Vou comer um prato-feito no mercado e à noite tomar uma cerveja no Aquarius e pedir um tira-gosto, sentado no enorme balcão que abriga todos, sedentos e famintos. Ver o Jornal Nacional. Depois de pagar a conta e dar um adeus vespertino, vou andar até a esquina e comer um churrasquinho de gato, trocar umas ideias com o baiano velho, aprender um pouco.
Aprendo muito sobre a natureza humana. Os próprios da mulher e do homem. Parece que se refestelam em si. Eu me pergunto de onde vem essa força. Então, com uma pergunta enigmática qualquer, eu vou pra cama, pensar um pouco, enquanto algum filme idiota passa na TV, sem som, no mudo.
Nota se fim...
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2012
novela é phoda...
“Vá fan culo!” - disse sem pensar. Diz com doçura o que não disse antes. Agora não adianta pensar. Agora é apesar dos pesares. Agora ou sempre? como nunca. Não, sim, sim, sim.
Hoje tem lua cheia
a noite se acalma,
se apressa a chegar,
e na madrugada
minha alma vagueia
faz fogo no céu
nasceu
Onda do mar
Hoje tem lua cheia
clareia minha senda ô
clareia
Emenda minha
vida
com palavras
como essa poesia
vertical
Dá-me a horizontalidade
dos heróis gregos
dá-me ego, apaga a monstruosidade
do medo
é onda no mar
é maré cheia
é plenilúnio
clareia
Terça-feira, Fevereiro 07, 2012
Sábado, Fevereiro 04, 2012
Vai ser pior ainda
Quando amanhecer
Tudo que se tem pra cantar
Não dá pra embalar
Nem pra devolver
O direito de escolher
A música melhor para se dançar
A música melhor para se dançar
Quem faz parte dessa cena
Gravando! Pode rodar
Pra cumprir a mesma pena
Não é preciso ensaiar
Tá combinado
Basta aprender sambar dobrado
Basta aprender sambar dobrado
o ato de telever altera antropogeneticamente a natureza humana
“…In un mondo nel quale l’immagine sta spodestando la parola, l’ homo sapiens, prodotto della cultura scritta, si sta evolvendo in homo videns, l’uomo ridotto a conoscere il mondo solo attraverso quello che vede, quindi a non conoscerlo per tutto quello che non vede…”
Sexta-feira, Fevereiro 03, 2012
A terceira margem
Estremecemos juntos...
Que Potêcia má será a soberana
desse vento frio que passou?...
Mesmo ao sonhar contigo,
só consigo que me ames noutro sonho
dentro do meu sonho primitivo...
Quarta-feira, Fevereiro 01, 2012
da madrugada
A ética vai além desse ser ou não ser. Esse estúpido querer. Conhecer assim a si mesmo, meio perfeccionista, não é?, e é. Por isso são tão bons, tão maus. Paguei caro por isso, ninguém sabe, mas eu só quero a minha guitarra de volta. Fazer meus uivos da madrugada. Ser o lobo que ronda a noite, sagaz. Foi quando eu fugi. Esqueci de tudo e me perdi e desapareci. E as distorções me foram tantas que os dedos da mão foram desnecessários. Somos animais autobiográficos que só damos conta disso depois de conhecer esse lugar indizível.
Vou ficar com o que eu tenho
Não quero caixas vazias. Não vou ser menos importante para mim mesmo. Mesmo que tenha que desistir de alguma coisa. Afinal, há ganhos que também são desistências, abnegações. Essas reflexões são como ser a matéria-prima de um escultor. O resultado da obra compensa as dores da lapidação. Profundo, mas não esquece a guitarra.
Ontem
Sabe, segunda-feira eu instalei o chuveiro, segunda-feira fez um sol danado. Segunda-feira foi ontem, mas as horas de hoje já marcam 00:44
Vou ficar com o que eu tenho.
Não quero caixas vazias.













