quinta-feira, março 29, 2012

Os sete saberes



“Em relação ao pensamento que nós ensina à separar as coisas é preciso um pensamento que saiba ligar as coisas. É preciso criar instrumentos conceituais e métodos. ”




Edgar Morin – entrevista Roda Vida





1. EDGAR MORIN (David-Salomon Nahoum), n. em Paris (08/07/1921). Sociólogo e filósofo.


PAIS;
2. VIDAL NAHOUM, n. em Salônica e m. em Paris (1894 – 1984). Comerciante.
3. LUNA BERESSI, n. em Salônica e m. em Paris (1897-1931).




AVÓS:
4. DAVID DAVID NAHUM, n. em Salônica e m. em Paris (1851 – 09/08/1920). Cidadão italiano (pelos avós toscanos). Drogomano (intérprete) do Cônsul da Bélgica. Empresa de Importação e exportação: trigo, produtos metalúrgicos, petróleo russo e tecidos.
5. HÉLÈNE FRANCES (1862-1936).
6. SALOMON BERESSI, n. em Salônica (1861-1921). Comerciante de produtos metalúrgicos e corretagem.
7. MYRIAM MOSSERI (1877-1946).




BISAVÓS:
8. DAVID SALOMON NAHUM, n. em Salônica (1803-1851), alto funcionário dos Moinhos Allatini.
9. .......... DE BOTTOM, de origem livornesa.
10. JACOB FRANCES, n. em 1816. Comerciante atacadista de tecidos. Também de origem livornesa.
11. SARA BITTI, n. em 1846.
12. JOSEPH BERESSI, n. em 1830.
13. MATHILDE MOSSERI.
14. SALOMON MOSSERI.
15. MYRIAM MOSSERI, todos oriundos de Livorno.




Fonte: P.V. e Edgar Morin. Um ponto no holograma: a história de Vidal, meu pai (2006).

quarta-feira, março 21, 2012

Kalimba

não há representatividade
na era da reprodutibilidade técnica


não sei fazer conta de matemática
procuro palavra que me caiba

meu vazio de xamã








Já não há nada aqui além de lálá. Nada além de mim, ao seu lado assim, já não consigo dormir. Seu coração palpita de empolgação quando discorre sobre o tema, e reinventa a pólvora no momento mágico. E enche o quarto quando chega, erótica.

Only the young die young

O que é fenômeno para Charles?



Como ponto de partida, sem nenhum pressuposto de qualquer espécie, Pierce voltou para a experiência ela mesma. [...] como entidade experienciável (fenômeno ou phaneron) considerou tudo aquilo que aparece à mente. Sem nenhuma moldura preestabelecida, sua noção de fenomeno não se restringia a algo que podemos sentir, perceber, lembrar, ou localizar na ordem espaço-temporal que o senso comum nos faz identificar como sendo “mundo real”.




“Fenômeno é qualquer coisa que aparece à mente, seja ela meramente sonhada, imaginada, concebida, vislumbrada, alucinada... Um devaneio, um cheiro, uma ideia geral e abstrata da ciência... Enfim, Qualquer coisa.”



Teoria geral dos signos

Silêncio polifônico


Então acontecem cento e uma coisas no espaço de um ano e depois, quando eu fico bem, todos voltam a conversar comigo naturalmente. A maior naturalidade do mundo não seria capaz de reverter o desprezo. A coisa acontece de dentro para fora. Organismo como objeto da desconstrução. Construção da coisa inorgânica dos seres inanimados. Ainda hoje acho difícil assistir a isso. A ideia e o pensamento como construção de imagens. Signos que possuem forma material estruturada. Assim palavra como composição de signos linguísticos comuns ao próprio de determinada cultura. A primeira tecnologia - a invenção o alfabeto grego, a organização dos símbolos linguais - mudou a forma de captar informação. O ensino era peripatético – o mestre andava de lá pra cá, onde era seguido pelos seus discípulos.


Tanto interior quanto caótico...

terça-feira, março 20, 2012

"É sob o poder das analogias, no âmago da iconicidade, que a linguagem literária, na sua quinta-essência que é a poesia, chega a roçar as nervuras e os vincos secretos das coisas e dos ritmos vitais."



Lúcia Santaella

O pianista

Dirigido por Roman Polanski e estrelado por Adrien Brody. Baseado na autobiografia de mesmo nome escrito pelo músico polonês Władysław Szpilman. O filme venceu três Oscars, nas categorias de Melhor diretor, melhor ator e melhor roteiro adaptado.




Balada em Si-menor opus 23, de Frederic Chopin.

Als der Blume



Ontem dormi pensando em nós dois
Pensando no deserto que há em mim





A vida parece uma rosa
O dia ...quando a flor

segunda-feira, março 19, 2012

kabuki



menino que brinca com fogo


tem medo de àgua fria




Os pássaros voltam de onde eu nunca fui


à noite,


meu fogo interior




acorda,


menino-passarinho




sexta-feira, março 09, 2012

Ruptura dispéptica




Observo, enxergo, sigo em frente. Hoje me envolvo mais, portanto sigo. Quero desconhecer quem eu conheço. Quero esquecer, anônimo, invisível. Quero começar mais uma vez. Equilibrar a linha do horizonte. Sentei pra descansar como se fosse príncipe, e flutuei no ar como se fosse um pássaro. Chorei e solucei como se fosse a vítima-alvo dessa armadilha inescapável. Nunca mais quis ver essa gente por perto, embriagada de conversas tolas e olhares de soslaio. Ela rabisca cores que pairam na brisa e flutuam no ar. Os rabiscos além do papel fogem desses ares viciados. Não interessa quem viveu quem morreu. Sem mentiras nem meias verdades. O presente que desejo merece uma Ode. Minhas veias estão saturadas dessa velha tristeza. Fábula de amor, te quero. Silvestre e pagão, ao sabor mágico dos ventos. Uma linda borboleta caleidoscópica pousou em minha janela atraída pelo sal da existência.

Desejos de ser



distinto
adj.





1. Que não se pode confundir com outro.
2. Que não faz parte de outro.
3. Que forma corpo à parte.
4. Claro, perceptível, inteligível.
5. Singular, notável, ilustre.
6. Gentil, elegante, primoroso.
7. Que revela fina educação.
8. Ficar distinto: receber distinção (em exames escolares).






Meu espírito de gato deseja ser todos esses adjetivos. O mesmo, através de tantos, através da caridade. Deseja ser gracioso, gentil, elegante, engraçado, pictórico, generoso, único, singular, original, nobre, elegante, aristocrático, unívoco, categórico, excepcional, incomum, extremo.




(ontem)

Hoje, deixa a página em branco. Deixa ocultas as palavras que não fazem mais sentido. Deixa apenas a doce melodia do caminho. Deixa apenas a lembrança das coisas boas e triviais que fazem os casais. Deixa essa noite seguir e dá o conforto que necessitamos. Deixa-me tragar o vento e calar as perguntas tão prementes. Deixa cair a madrugada que as formas gloriosas de rememorar vão se abrir. Deixa o silêncio visitar nossa alma, calando a voz interior. Deixa o peso no lugar que ficou. Vivamos a leveza. A estrela que nos vigia, o nome dos filhinhos, afetivagem no ar... Deixa os problemas que existem tão fugazes. A vida nos abate, mas Chet nos acalma. Dormir me faz bem, sem conhecer seus segredos, mas acredito no mistério. Derrama esperança em nossa busca interior e pessoal. Nenhuma dor de cabeça mais, apenas o sono suave dos anjos. Nenhuma ansiedade se aproxima mais. Os ventos estão calmos, passou a tempestade. Sente as coisas brandas e sutis. Sente prazer nas coisas pequenas, na humilde espera. Estamos mais fortes. A noite traz o alento que precisávamos. Amanhã, o sol nascerá e fará brilhar nossos pensamentos.