segunda-feira, outubro 29, 2012



Volto a escrever, depois de passado quase um ano. Parei de escrever quando conheci uma garota ginsbergiana alla Kerouac chamada Tristessa. Meu mundo passou a existir, da não vida a vida. Tristessa só me trouxe alegria. A madrugada quando as estrelas de ouro caem sobre sua cabeça e, tão maravilhado, você não sabia que você estava morto. Fez-me rever todas as fotos de família, enaltecendo cada pose, cada cena, cada momento, com a curiosidade de uma criança, de olhar imaculado, como uma tela branca, que espera a mágica ver, sentir, perceber, pintar com a cor dos próprios olhos a realidade que desabrocha a sua frente. Erige a própria mente, sobre o duro córtex, pedaço a pedaço. Quando você está vindo por formas esvaziadas de luz Você vai dizer adeus, em que tristeza indiferente, aos projetos rápidos da idade, ainda com angústia educada de recordação, orgulho como uma relíquia de família.. Pois, irmão, sei que isso é arte, e você com uma tristeza fria, incauto, ferido, mudo. Ter o seu próprio desaparecimento fenda de luz deixa passar, apaixonado como o inverno, onde só alguns podem ver. Nem idiotas na rua. Como no último gole de Sócrates.

quinta-feira, outubro 04, 2012

pakunk



E um dia o menino veio com o livro branco e falou das tecnologias sensíveis. No mesmo dia fortalecemos a nossa busca por algo que deva ser dito. Não confiávamos nessa informação, embora todos iam obnubiladamente por determinadas condições externas. Cabe aos pontos difusos serem levantados, mesmo porque são imensuráveis.  Talvez possam controlar a força de instabilidade em áreas reduzidas. Seriam ameaças para nós mesmos vindas de um sistema de governança verbal, que subsidiadas por palavras, matam enquanto olhando os olhos de Deus também sucumbem, não sem antes blindar-se da dúvida entre ser um Nada subjetivo ou um Tudo objetivo como seu tapa final.