domingo, junho 16, 2013

Preciso escrever, de qualquer forma. Como se faltasse ar nas silabas tônicas. Como se não fosse possível conjugar um verbo irregular intransitivo, como se a palavra fosse afônica. Como se uma manada de búfalos passasse desembestada no palco da filarmônica de Berlim. Como se 2 não fosse par e cada tijolo do muro caísse sobre mim formando um four Gustavo. Cimentado em falsos artifícios. Vitrificado. Caos telúrico me acalenta os fios de cabelo do nariz, e sinto o gosto ruim da pimenta, malagueta (?)... não espero, sigo. Não consigo seguir conciso. Espero que alguém me siga, e acabo no prejuízo. Quero verificar se quantas andam? a palavra me aguenta nessa prosa de merda. Um dia fugi de casa e fui morar no lixo. Uma vez eu era uma barata encontrei Hebe Camargo. 

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