sexta-feira, junho 14, 2013

Tristessa

Percebo agora que nesse último sopro que tive para contar o fim da minha caminhada, quando já não enfrentava grandes obstáculos, ganhei fôlego para exteriorizar muitos pedidos de perdão. No entanto, agora eu percebo que me esqueci de pedir perdão a quem me deu muitas alegrias e que faz parte da minha vida, vive dentro de mim, acorda, deita e dorme dentro, morra no cotidiano do meu pensamentos. Mesmo que isso, de qualquer forma, não altere o que se passou no Tempo, devo dizer. Devo pedir perdão também, como registro simbólico, como forma de mostrar meu arrependimento.
Ao fim da minha jornada vozes sombrias me seguiam naquele ambiente implacável. Tive medo. Tive medo das altitudes. Tive medo do deserto, da aridez dos cumes quando nos encontramos a sós nós mesmos. Dentro do mais profundo silencio que se possa não poder.
Depositei no vazio uma esperança. Onde pensava que não poderia existir uma personificação da qualidade fugitiva da caixinha de Pandora ela surgiu na vida minha.
Devo pedir perdão a ela por todas as vezes que tive de pedir perdão. Desde o primeiro dia em não soube quanto magoei. Não queria mais ninguém além de mim mesmo. Não percebi que havia uma linha de curvas e interseções a nos unir pela senda.
Peço desculpas por todas as noites e dias. Todos os dias e noites que não estivemos perto um do outro. O que devo agradecer não caberia num fôlego de poeta. Agradeço a vida!
Juntos estivemos.
Espero esperança, star junto forever.

Gustavo
ps: prometo

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