quarta-feira, julho 03, 2013

Saio de casa no escuro com passos de felino

Saio de casa no escuro
com passos de felino



Volto às redundantes e recônditas reticências das curvas... às dissonâncias, ruídos. Renascendo no verso sem pedir licença, sem preferências, acredita. Confusa me ataca, fico mudo, fico puto até o fim da festa e os Josés se vão. Detesto despedidas e também detesto funerais. Eu gosto é da vida. Detesto ao mesmo tempo amo as caras de espanto na noite noir. Haja caras, haja metáforas. Acostumei-me a fazer pequenas cirurgias morais. Noites de opulência fim onde os fins, no final, eram só meus. Fizeram dos lampejos verdadeiros frangalhos que vagaram sem palavras. 

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