sexta-feira, agosto 16, 2013

Uivo
para Gustavo Perez

Incendiário que cortou a língua armagedônica de Ginsberg e a pregou na testa com mais de cem mil verbetes e foi construindo versos em cima de línguas, à cima das linguagens bakhtianas new old do estreito da dicotomia dimensional. Óáh, agora que podemos transitar sem passaporte, sem rosa dos ventos da mídia demarcadora vigília perscrutadora no caldo animal total do tempo.

A geração beat passou ao lado de brigite, negando brigite bardot, cuspindo e incendiando a boca de brigite bardot, depois costurou cinzas arrependidas num bordado maiúsculo, supra sumo libre liber e Deus veio até sua porta lhe pedir perdão e você disse Não, com todas as enunciações e introduções de negação e a repetição do mil vezes não! Não! É impossível viver num ponto final, alguém demorou demais a quebrar num suicídio felino do telhado relativamente complexo total do tempo.

Eu que não me escondo no bigode tímido e feminino do português. Na calvice pungente do deserto reflexo mítico do herói sem combate do alemão, do herói sem heroísmo sem civilização. Do incendiário de tudo que se opõe e apenas oprime por vingança de um dia ter sido oprimido. Demorei demais a entender a alma que sobe para o olho em sangue e (se) debate velozmente em direção contrária, num gerúndio gemido de gargalhadas medrosas com a inevitável aproximação do impacto da vida, da larva vida, ameba vida, sanguessuga vida, obra- vida e tudo e no que possa alcançar o significado de dois significados e tantos totais permissões de permissionários ou transgressões atingir o outro e fazer escorrer esse caldo animal total do tempo.

Não. Não faço mais pose na pedra do filósofo esperando o fotógrafo, o artista, o palhaço cobrar a mensalidade do espaço da pedra. A pedra preciosa, alquimia de Arquimedes e Voltaires, medidores de fumaça e pedintes de calcanhares alheios traidores à sombra da racionalidade que não passa de marionete da alma que 'A' traiu, que é sangue perispírito ocular e tradutor, pedrinha da avalanche que capturou poetas do nada e fundamentalmente para nos tornar fundamentalistas mentais totais do tempo.

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