quinta-feira, agosto 08, 2013

Saindo do beco no alto na santo na Thomaz  de Aquino, deslumbrei mais uma vez a vista noturna da cidade um belo horizonte... me bateu um chorou de arrependimento e me lembrei da época que conversava com Deus. Falei em voz alta o que eu queria dizer, que eu queria viver.
Pensei que essa bem poderia ser a última vez que eu fizesse isso.
Fumei um baseado na praça da Lavras trocando ideias com um camarada. Fiquei uns 20 minutos conversando, depois fui procurar o Mad no Beco Rio Branco (esse blog é mô entrega) Rio Branco é o beco. Na nota vem escrito Banco central do Brasil, Rio banco Central do Brasil, me dá dereal, por favor. Acabou já era, everybody home, na entoca. Eu tirei todos os imãs de imnã, de nanã, de ogam, de oxum, os imãs de Oxossi que fiz pra yemanjá. e também aqueles que fiz com provacontato das fotos da escalada na patagônia, com as mandigas que guardam meus escritos e o mais secreto bailar dos meus sonhos, o profundo e suave medo de encontrar o ser eterno que somos. No porta do freezer da geladeira agora estão todos os imas que guardei. A versão da Amy gatinha pin-up. Robert Deniro em Taxi-diver (imagem batida), uma punk de moicano laranja, mordendo uma corrente (não precisava. artificial), aquela cara de psicopata Jack Nicholson em The Shinning, uhmm... xáver... Os Beatles com figurino anos 1970, o Mohamed Ali em sua melhor forma, um merchandising daquela peça Cats, um retrato do meu pai criança, um queijo, um abacaxi. Minha mãe gostou da inova geladeira.
eu subo correndo a ladeira da São Thomaz de Aquino com propósito manco.


Versem sapato, sujo
pordentrodomeuolhoháumgatosolto
que registra tudo.
E quem já viu gato preso, Teodoro?


Não conheço, pelo menos, apóstrofe. Por ser meio gato, devo ser assim medonho? Também sou meio lobo. Uivo. Ando na sombra da noite. Sonho. Evanesço. Desço mais calmo com a droga no bolso.
Eu desejava apagar esse passado que expresso da linha da vida, mas não posso, infelizmente. Gostava de esconder nas palavras o silêncio dentro de uma bonequinha de seda e por na prateleira, só pra observar o objeto. Colocar as ideias pra secar no varal, depois de serem bem lavadinhas. É que já se passaram cinco meses e parece que foi um século que coube dentro deles. Nada pode apagar o registro idílico que tenho da favela. Das casinhas ornamentadas de vasos de flores e namoradeiras. E as vistas irregulares, espetaculares, rizomas, cintilantes contrastes nas luzes e cores, de dia, de madrugada ou tarde de nãoseiquandonemonde.

Nenhum comentário: