segunda-feira, setembro 23, 2013

bom meu remédio


dormi feito coruja
a efígie da filo
nada
nem apanhei roedor
soh não concluí o curso errado
jornalismo
fiz meu mostrado em semiótica
nas letras posso tudo
se múltipla-mente interpretado
rente ao ando meio apertado
l'argent anda escasso
sumido do meu bolso
sem cara quem encara a multidão
o idiota medosem, ou a multi-dela mesmo?
sem-medo idiota, e daí se medo tem
no platô da idiotia
não há id há há abismos
abiscoitamos ver-lo
verde olhar palavra hei-de
nada importa
quero abrir a porta
deixar o vento correr
no quarto há janela
de onde vejo a zona norte
lá há há lá meu bom há lá um aeroporto onde
pasta longe-me dor minha saudade
dentro aqui
romântico?
qual quê
signo mal curado
a sutileza de que se pode ver
um bom selvagem
a busca eterna pela comunhão com o Uno
que perdi ao nascer
todos nós
você também
aquela busca infatigável
por um eterno descanso
a tanto desassossego
a vida "é" a própria vida
sem existencialismo
existe
in-des-quesefdamente-tável nexoravel in-
só pra frente
frente
verso
inverso
avesso
interno
depende. Não, não depende
dimensão
quero múltiplas
sem pudor
sinceramente
ventre, também sempre um romântico
ventre faltoso
mas que isso não te afugente
seu
meu
gôzo gins Berg Gertrude
estrela ou grão de areia
?
gait met break and fast
caret
café
pausemos
café
cigaritos again
minha geleia geral de amora
pão com mel também rola
penso no Décio recitando isso
belo nariz que alcança os si lhos
Paulo é mas calado
parece o melhor dos filhos
verbi-voco-visual
concreta poesia
concreta
tdo concret é sólido
tudo que é sólido desmancha no ar
tudo que sagrado será profanado
temor de um marxismo
prenuncio
profecia
propaganda
sua comunidade, Karl, instalou desfez roubou tudo dentro, ainda que eu admita que prefiro seu marxismo
dou nós
na garganta
borbulhoso
desembrulho
remo
remo
remo
cada sol que se levanta
desorienta e me aprumo
esqueleto não é vida
é uma de-composição do que era
um Beethoven
um Mozart
um Paulinho da viola
amar a Deus como singular subjetivo e pessoalmente
é pensar no caos ue tudo está em tudo
desestruturado ms brotando e perfilando-se em maior velocidade
do que mede nossa alma
maior docilidade e
ser, apenas
coo se cruel, inútil e covarde
enaltecer o sofrimento
como faziam e fazem os românticos
a tísica água fria com os pés no balde
Para contrair essa bizarra e poética tuberculose, doença de pensadores
mas quantos
quantos eus
existem pelo mundo
vários
milhões
de alguéns que buscam seus objeto que completariam um agenciamento de sutilezas do cérebro chamadas desejo.
Desejo em forma de verbo.
ação
finais comuns
e meio
Tudo toda todo mundo
deve seu preço
mesmo
não sabe ou mesmo pensa
se ganha
ou paga
de fato
agradeço
por ter dedos
escrever
e estar lindo e vivo

só não pode ir com muita sede ao pote
senão
truma um capote
monologuei
você,
continua calada como uma gueixa

e eu tentando parar de fumar...

Nenhum comentário: