segunda-feira, setembro 23, 2013

farm ville - o tempo que ficarei longe

Vai cuidar de si


toda verdade é mentira

Faz tempo que desejo saber da onde falta minha completude. Falta-nos da boca tenho observado, agora que venho tentando largar o cigarro. Trago-o mais firme e solte embora solte e não veja onde mora. No cinzeiro ou encima da caixa de fósforos que o sustem de improviso. Ou não. Quase nada em meus gestou são de improviso, tudo bem seu “esquema” embora nada seja planejado com muita minúcia. A minha vida leva a ela própria, desde quando fui de mim desprovido. Ao capeta não dá esmolas, mas o santo aceita comovido. Quem é o vigário geral com quem se viu envolvido? Nessa trama celestial a verdade existe. Apenas se inventa a mentira.
Pra dentro de mim nada alem disso, pra além, uma fazenda fictícia. Um  gosto novo, no céu, novo horizonte nova primavera parecem palavras de cidade, nova estação planetária, sem cama fixe, sem luneta, sem sintaxe, outros luares outras primaveras. Outras veras virão. Assim como novos amores, mesmo que pela mesma dor pelas mesmas flores, outras colheitas outras semeaduras outras primaveras outras mesmas inquietações incuráveis outros mesmos nós com outros nomes senão não estaria sendo sincero. Outras mesmas depressões. Outras mesmas geografias internas. Outros mesmos vastos abismos, outros mesmos amplos ermos. Outros vamos outros fomos ou ser ou deixar de sermos.  To be or not to be sertanejo, cada um com seu Mobral. Veremos ou estaremos cegos.  Ao menos de um olho. O olho esquerdo.onde finas agulhas se vergam cirurgicamente.

Subtraiu os olhos pelo gosto, do que a mente de fato usufruíra.
Quando desceu a terceira estrela, a verdadeira lua nasceu.
A mentira se inventa à tardinha...
As rosas não se moveram,
marasmo,
ruínas.

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