sábado, outubro 19, 2013

Documento "Um rapaz de família", sobre Vinícius de Moraes

Um comentário:

Anônimo disse...

Caro Amigo,

Coloco meus óculos Ray banG de grau para lhe escrever. Visto um terno de linho que poderia ser barato se não fosse feito pelo alfaiate pobre da Galeria do Ouvidor dos anos Oitentage.Vimos nosso declínio glorioso idealizando as Aranhas Arianas. Vi resplandecer nosso trabalho invisível na pele e nos olhos de quem cruzavam nosso caminho de morte pela selva escuro cheia de armadilhas feitas por querubins angelicais. Encontramos o convite mapa de pirata para o paraíso sem endereço além de equações e logarítimos em hologramas. Capturamos simbólico imaginário real nos goles do Bar do Elias. Eu declamei Nietzsche com o teu alemão, você declamou Caio Campos e me reinventou. Passamos fome ocular na presença de Jude. Você foi meu amigo querido quando ela se mandou para o outback do espírito santo. E depois de ter lhe apresentado a garota Macunaíma dos seus sonhos, você me apresentou Lola e eu morri glorioso nela. Você me ensinou a morrer suave e enlouquecer suave. São três horas da tarde e tenho que comprar uma jaqueta de neve. Tenho que ir. Não preciso ir. Eu tenho que ir. Bom não terminar cartas. Fazemos bonecos de neve com avalanche.

Caio