sexta-feira, outubro 25, 2013

Você tem dinheiro a receber






você tem dinheiro a receber

Palavras de Paulo, um Zaratustra brazileiro.






Como eu havia dito nesse blog, conversei com Paulo Nazareth por intermédio de uma hipermídia que tem nome de face com livro. Não vimos a cara um do outro, nem se falou de nenhum livro e, apesar da frieza da tela, a comunicação que trocamos me foi útil. Acalentou um pouco a janela desse papagaio. 

Escrevi essa matéria sem avistar o entrevistado, entre uma palavra e outra, com o que os editores do BodeArte chamariam de "corpo ausente. E afinal das matemáticas, creio que é  assim que tenho vivido ultimamente, eu e muita gente que bem se adéqua a frente de uma tela. Acho que a BodeArte tem razão. Méééé...
Porém, nessa
 sociedade que exerce o controle cibernético, manipulando códigos daqui e de lá, será que conseguiremos encontrar uma brecha? Não somos máquinas.
Não menos vívidos por andar pelas beiradas, à margem, ou escondido, não significa que não estamos vivos. Vivos e ativos. 
Ativista sem fanatismo Nazareth é um homem vivo. 
A informação que chegou até veio carregada de responsabilidade social mais do que leveza de espírito, porém, cheia de simplicidade.
 

Uma fresta pra dizer que "também somos americanos". 

Que "queremos respeito" 

Quem pode definir "qual é a minha cor?" todas essas questão estão acopladas ao "que você quer?" e sendo assim, não se pode disciplinar um ser humano historicamente. Não de uma forma positiva.

Paulo me contou very fast sobre sua passagem nos Estados Unidos, onde eu acho que ele nunca se sentiu perdido. 


E rápido como uma flecha indígena, que rasga o céu, ele fugiu dos meus olhos. E a bolinha verde desapareceu...

Confira nossa conversa.   












 
Gustavo Perez
Oi. Tudo bem?
Paulo Nazareth
Opa.
massa.
GP
O que você faz mesmo?
Pinta? Borda? Faz arte contemporânea?
PN
Sim. Tudo isso.
GP
Explica-me direito...
PN
Além de fazer gravura, desenho, bordados
GP
Gravurista...
PN
Fotografia e outros serviços.
GP
Tipo um Bispo do Rosário psicoanalisado. Serviços? quais?
PN
Mais ou menos... na verdade ainda trabalhando, vivendo...
Como dizem meus amigos fazendo bico
O que aparece...
Fuzando
GP
fuzador... O vem a ser isso?
PN
A gente se mete a fazer qualquer coisa
GP
Você já mandou essa fuzarca em vários lugares?
PN
Inclusive deve acontecer uma mostra agora em BH
Sim, e estou dentro com vídeo e fotografia...
GP
Quando ocorrerá essa mostra, você já sabe?
PN
A do nordeste é novembro
Acho que BH também. é um evento do CEIA
Lá na FUNARTE, casa do conde,
sábado dia 25 estarei numa conversa com Ricardo Aleixo
Dentro da programación do FAN.
GP
sim sim
Que tipo de música atrai seus ouvidos?
PN
ando gostando muito dos escritos nas ruas... Tipo Jesus salva, Jesus voltará.
Deus é amor...
Trago seu Amor...
umas mensagens...
Uns escritos que se desejam certinhos mas andam tortos...
Gosto do escrito
GP
sim...
PN
das palavras quase ilegíveis
Numa ortografia própria
Gosto de quem anda escrevendo por aí...
GP
O ruído dos carros e o barulho do hipertexto, de modo geral, de incomoda?
PN
A gente anda conversando na rua ai... sem muito saber sobre o outro...
GP
Como você sabe que pode abordar determinada pessoa? É intuitivo, ou já faz parte da sua experiência de trabalhos anteriores?
PN
eu não sei ....
a gente se aproxima sem saber....
Às vezes o outro se aproxima
é como acontece no cotidiano
quem tem boca vaia Roma
ou vai a Roma
......
Nos EUA não via ninguém perguntar nada a ninguém na rua, mas como aprendi a pedir informação em casa
Eu perguntava...
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Se eu estiver incomodado sigo andando...
aí chego em outro canto....
Mas escuto o ruído como parte do ambiente...
Então não tem me incomodado tanto não...
Não tenho ido tanto ao centro como antigamente...
Mas é por uma questão de andar...
O andar tem me levado pras bordas
Então gosto do som do mundo...
Ouço o que esta motorista... a musica da estrada ...
Ouço o que estiver no ar...
Levo cartas de meninos [meninos quer dizer crianças masculino e feminino, então meninos ou mininu é um substantivo neutro]
Levo cartas de mininus daqui para mininus de lá


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