domingo, outubro 27, 2013

o honorável homem das Neves




Em janeiro de 2007 fui convidado por um amigo, o Marcus Batista, a seguir viagem para o Rio de Janeiro com o produtor Alexandre Segundo, para coletar uma série de depoimentos do senhor Wilson das Neves, para um projeto o qual eu nem fazia ideia do que seria.
Voamos para o Rio no dia 03 de janeiro, se bem me lembro, num voo da TAM, eu e Alexandre.
chegando ao Rio (desembarcamos no Galeão) o marido da prima da namorada, Ronaldo, de Alexandre (ufa) nos aguardava com muita expectativa. Boas expectativas, pois sabia que íamos alçar voo de outras maneiras.
Um voo rasante sobre a história de um homem-lenda.
Assim, iniciei minha busca por um abrigo, visto que o apartamento da prima, embora muito confortável, podia dar guarida a Alexandre.
Logo encontrei um que servia. Hotel Bariloche. Um Motel, na verdade, mas que, por ser numa das avenidas mais movimentadas do bairro da Tijuca, não podia exibir o M em sua placa.
lá estava eu, primeira noite, doido para conhecer o tal senhor Wilson. Pedi uma cerveja gelada, liguei o ar condicionado, liguei a televisão e abri o caderno de rascunhos.
Minha pesquisa se resumia a quase nada. Pouca coisa eu sabia sobre aquele homem, e é assim que eu entrava na jogada, mal passado.
Feito bife de boteco de beira de estrada, feito as “fritadas” (nome que os taxistas dão às omeletes feitas às pressas nas esquinas da Haddock Lobo), mas convicto de que faria um bom trabalho.
No dia seguinte, depois de um sono entrecortado por vozes lascivas e gemidos sensuais. Circunstâncias que eu havia me esquecido, provenientes do... quero dizer, vinham de todos os cantos. Metiam medo mesmo, algumas. Característica obvia do local que ululava.
O oposto recordar minha garota eu sentia medo. Não sei de onde vinha esse medo. Talvez Ziggy explica. Mas prosseguindo.
O dia seguinte era o chute inicial da partida. Íamos ficar um bom janeiro, pois o senhor Wilson em 2007, acompanhava o Chico Buarque no show O Carioca no canecão, e depois partiriam em turnê pela Europa.
Era a nossa chance. A oportunidade que tínhamos de pegar aquelas depoimentos.
Alexandre foi me buscar logo cedo no Bariloche. E fomos de Brasília vermelha guiados pelo nobre Ronaldo, de quem eu nunca esquecerei a bondade de quem não espera nada em troca até a casa do ‘seu’ Wilson na Ilha do Governador, bairro do Rio. 

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