quinta-feira, novembro 07, 2013




"Não mando-te se fuder porque fodo-te eu mesmo"
anônimo

Fogo na fogueira! Toda segunda-feira é como um prolongamento do domingo. Segunda é uma versão macambrosa do domingo, porém, em que as pessoas têm que trabalhar. Com o advento da Modernidade, vejamos, a Revolução Industrial determinou um “horário de almoço” para alimentar as máquinas humanas - uma das primeiras tiranias do Tempo na era moderna. A Modernidade foi um verdadeiro laboratório sobre as atividades do ser ligado ao tempo. Por isso escrevo sem parágrafos. A pós-modernidade ainda não definiu uma resposta a esse problema. Alguns corajosos se atrevem a dizer que exterminaram o Tempo e que só existe o Espaço porque a informação é medida fluidificante O mito de Kronos devorando seus filhos, eu compreendo, mas associado a isso a ideia de cronologia, a ideia de “cronofagia” um tanto me assusta. Então estamos sendo devorados? Devorados pelo Tempo e eu não sabia? Sim, o Tempo engole a carne. Com o tempo, o vento esculpe as pedras e na terra, o verme segue sorrindo alegremente, sem se questionar, pois está no “corrente” do Tempo. Estou a escrever como um profeta. Esse aforismo foi digno de Kalil Gibran. Voltando à realidade, essa é uma que se move de maneira instável, devido às circunstâncias que compõem tal realidade, devido aos signos que ela emana. Se uma pessoa aprende a ler após idade avançada, o que determina essa perda? Onde foram parar os anos de ignorância? “Está cronologicamente errado” sussurra a sociedade, ou grita estentorosamente  Sim! Forte e retumbante, ó pátria amada! quero comer-te, sobe em mim. Quero abraçar-te e lamber-te os seios pequeninos. És mãe gentil. Pra quem não aprecia a arte, até que os chineses fizeram cartazes bem bonitinhos. Em uma revolução comunista em qualquer país, eu e outros artistas seríamos a primeira leva a ser exterminada, com a pungente afirmação de sermos "parasitas sociais", excrescência ornamental dispensável. Não que eu seja a favor da arte comercializada ou prostituída. Ou seja, em um país analfabeto-funcional, estamos fudido. E dessa ignorância, todos os tiranos da história lançaram mão. Se não estamos fudido? os derrotistas dizem que sim, os orgulhosos dizem que não. Os derrotados ou afogados na sacrossanta pia batismal da Indústria Cultural, não dizem nada. Aqui em Minas, por exemplo, nascem cem artistas e morrem cento e um. Uma dezena por milhão alcança alguma visibilidade...
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Porquanto, nenhum grito humano reverbera não há revolução ou água que se beba. Bem, agora tenho que ir.

Um comentário:

Francisca Aparecida Lopes Bello disse...

a força de seus escritos está na ação de colocar o expectador no seu caso o leitor absolutamente dentro do texto.exclamo eu, isto é para mim.para todos que pensam com eu.os outros, fica dúvida, cada um tem a sua percepção, esta é a minha