quinta-feira, novembro 07, 2013

fim de uma volta na espiral da vida - fim do 3º ciclo... vida que te leva adiante, sou cavalo, sou rio...

para ler ao som de Chet Baker, de preferência Moon and sand.

Eu com o lábio costurado, como disse minha irmã “meia boca”, Liberté me chama pra sair pra jantar na sexta. Tento entender aquele poema do Drummond João amava Tereza que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém (segue...). Poxa, como a vida pode ser assim e ninguém efetivamente conseguir amar ninguém? Amei certo tipo de pessoa de quem guardei ódio e amor no coração, que, como todo ser humano, tem a necessidade de meter, andar de moto, beber, se divertir - sair de si. Pena que eu ainda sinto algo por ela ter me revelado minha profunda ignorância de levar uma vidinha mais ou menos. Estou usando óculos. Descobri minha pequena e profunda miopia, mas nesse caso, o ano de 2007 foi para mim um caso de cegueira total. Estive fora do meu habitat natural, sei lá qual ele é.
Pesseguinho me chama para jantar, hoje é sexta e não fomos, numa cantina italiana que queremos ir desde que nos conhecemos. Pedacinho-de-carne-tentação chama para me jogar na Mary’s in Hell. Sei lá onde fica o inferno. De qualquer forma sinto-me ligeiramente pround. Esgotam-se as forças, acaba energia, mas no fim não há fim não acaba. Segue em compreensão na linha do bem, do religare ao etéreo ao ser menos cético. A fé é um veneno-medicamentoso, como o curare. Tudo depende da dose. Te paralisa te anestesia te dopa te mata. Nesse momento de pleno desespero é que se começa a pensar no etéreo, no que vive além da vida. Minha meta freudiana de agora em diante é “se perdoe e vá em frente” (ou paras as frentes). Sem mais esse amor romanticuzinho entre a lua e areia,
Oh, wheeeeen shall we meet again?
quer saber?
Fick dich!
ps: uma dose de cobiça não faz mal.

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