sexta-feira, novembro 15, 2013

O Adônis de Denver

Peço apenas que me soltem, assim como o trinco de uma porta fechada há mil anos. -
Agora preciso traçar metas, para alcançar meu humano objetivo.
Estou vivo, nascido da casca de uma árvore, caminho à beira do abismo.
Na grande e colossal tormenta, no vento transversal dos tempos.
Vir ao mundo de recônditas eras, na bidimensionalidade cega da tela,
com a extraordinária beleza do menino,
com a ira indomável das feras, porém,
inexoravelmente fútil, eu nada seria útil,
eu não honraria o nome de Perséfone,
minha mãe, uma das deusas do inferno.  
Coro das mariposas
Eis aquele que com sonda o odor das ervas, afetuosa ronda indiscreta.
Eis aquele que o nariz aponta a verde paisagem dos olhos.
Eis aquele que observa o amor e as trevas.
uma rosa que se desfaz na relva densa do relevo, o vento leva,
pé-
tala
por
pétala.

são elas um segredo oculto,
letra
por letra de um
duelo.

são fragmentos
 vívidos,
idos.

é Peter das florestas,
Será ele um elfo, um médico, um símio?

Nefer

Assustada com o correr da noite

preciso
Oh! preciso
do abraço que agasalhe meu medo puro
canto
com a boca fechada
o que seria um beijo
o buraco da fechadura
por onde espio a vida
daquele que não chega nunca
nunca é tão longe
- será de mim que ele se perdeu?

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