sábado, novembro 30, 2013

pássaro negro


Abro Documento 1.
esse documento, essa página em abro, mais um arquivo, ouvindo Ibrahim Ferer. Me devo a ir, me devo a ir, ai Candela, para la candela te dejo el
tango, me devo a ir.
entre tinieblas pero
no blanco

que muere también
con sus promesas tolas
sien pensar. Hoy era amor de una loca juventud. Tengo no color del transvasado día la Ilustrada, un rizoma e manuscritos sobrevivientes del tiempo, impresiones y las trago a vos. El silencio, tu canto de amor.
Hoy la Folha de Sao Paulo no trajo pequeñas sabedorias,
solo información picada en tasas 
mira la luna…
Hoy me amargo y me abasto
malboro rojo
más un maço
Un paquete de cigarrillos
o dos…
nas milimetri-lindas notas
do piano

Hoje achei no lixo passando: a rua é um santuário, lembrando, um catálogo de pintora Leonora Weissmann e um libreto A revolução somos nós, Joseph Beuys. E cinzas guardadas assim como a arte figurativa existem na arte contemporânea ha milhares de anos.
Na caixa tinha também revistas de costura que eu trouxe para mina mãe,
e ela gostou.
Uma tese de mestrado e dois livros, Pintura à óleo e Técnicas de desenho, que la muti também gostou,
a obra sempre evoca multiconhecimentos, multicorpos  alvo do mesmo objeto, mas em cada objeto um elemento fogo, água, madeira ou aço? Ainda lembro o meu livro 4:44. Custava cinco reais. Há um ano comemorei sozinho seus dez anos de existência 12/12/2012. Ainda me lembro com clareza. Estavam todos lá,
no Café com Letras,
Assinei sessenta e três livrinhos. Dedicatórias enormes, fila,
vinho.
andei por já nem sei caminhos
retirei o quão do verbo?

Qualquer dia qualquer de novembro já não me lembra o dia certo. Nervo na mão procura a informação. Escrevo meu verso a flor da pele. Eu nunca me esqueci Raquel Emanuelle.
Escrevo que esqueço e esqueço que escrevo novamente, mas não devo. Romper a higiene dissimulada do silêncio. Devo, mas um novo fim. Deixa eu caminhar contra o vento, sou cavalo, sou leão, sou grande demais pro seu quintal.
Peço-lhe que volte e fique contente.
Eu também quisera
engolir as horas
do fim.
Mas não estou direito na sinuosidade dentro entre dentre adentro, na sala de estar dos meus sentimentos. Nas notas do caderno que vivemos.
Lá vou eu de novo, outro retrato,

trago peito
branco e preto
agora já não é normal
life in guetto


No caminho
as letras

no signo de mim
meu acaso
meu feitiço desatento













Nenhum comentário: