domingo, dezembro 08, 2013

372.


A palavra abismou.
Diante dela eu não precisava pensar.
Diante dela, o desaparecimento.
Diante dela eu era o próprio mistério.
Diante dela me redimia do erro.
Diante dela, séculos se passaram.
Diante dela, diamante bruto.
Diante dela, dinamite.
Diante dela, tudo era como antes do vir a ser, só e simplesmente.
Dificilmente nenhum controverso maniqueísmo.
Tudo era pleno assim como no início.
Acaricio a plenitude, sem alcance.
Diante dela, qualquer diletantismo.
Diante dela, exultante regular.
Diante dela, meu Eros errante.
Diante dela, vulcanizada voz tonitruante.



Diante dela o silêncio. 

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