domingo, janeiro 27, 2013

Feliz Alento



Como vai, meu amor?
não sei, podes tu?
mudar à vontade
a convicção?
Alheio aos porres de
bigorna
Assim se formam as
formas vivas
em que a matéria cobrou
em demasia
um pouco do meu estado
poético

quarta-feira, janeiro 23, 2013

Gats vida mut



 












O dia foi calmo e silencioso.
Nada de palavras, vazio de tempo, reflexões em off

Dia de restabelecimento, dia da santa
e a tarde passa como um vento
shhhhhhhh...


A cama parece meu último refúgio
mas eu não conheço nenhum Jesus da Silva
e não sou capitão de nada


Abespinhado apenas,
enquanto Açucena caminha sobre o abismo

Lualuminosa



Nervos na mão
escolho a informação
vou sair daqui


não aguento mais essa

rodadesencontradadesons
rodadesonsdesencontrados
 
cacos sobrepostos de palavras
paravólas ânvulas de vávulas
pululam trêmulas valvuladas

vai-se
alçar voo
 
o doce trombone
já vai se acalmando
na noite da Paleontolinési
a

segunda-feira, janeiro 07, 2013

reinventando - postagem mil 666

Que saudade repleta de sentido. Criando atividades para reduzir a lista de saudades. A janela que emoldura a paisagem. Ladrão de entardeceres, os tons bucólicos sempre emprestam cor à tristeza. E a noite revela seus segredos. Escrevo apenas aquilo me apetece. Que nunca pede licença pra ir embora. Ainda sem saber, eu inventei você.

sábado, janeiro 05, 2013

Mal Secreto

Não choro,
Meu segredo é que sou rapaz esforçado,
Fico parado, calado, quieto,
Não corro, não choro, não converso,
Massacro meu medo,
Mascaro minha dor,
Já sei sofrer.
Não preciso de gente que me oriente,
Se você me pergunta
Como vai?
Respondo sempre igual,
Tudo legal,
Mas quando você vai embora,
Movo meu rosto no espelho,
Minha alma chora.
Vejo o rio de janeiro
Comovo, não salvo, não mudo
Meu sujo olho vermelho,
Não fico calado, não fico parado, não fico quieto,
Corro, choro, converso,
E tudo mais jogo num verso
Intitulado
Mal secreto.


Composição: Jards Macalé e Waly Salomão

próprios e peremptórios


A vida é assim essa confusão de vírgulas sem fim, de perdidas ilusões. Eu quase eu. Sem fôlego, sem voz. Quem não a segue se assusta. E quando ela volta, feito mulheres titubeantes, perplexa, mas decidida, perde-se em sua frágil floresta de vidro. Eco sou eu, o som de mim que não é mais, é outro eu que dizeu.

O som emanado...

quinta-feira, janeiro 03, 2013

ParisDJs

quarta-feira, janeiro 02, 2013

nenhum







Лепрозорий / Убежище

A hora do silêncio. No seu caderninho esquecido. Lembranças jogadas fora. Tidas que arrancar, quando obtidas. Tidas que sonhar quando obtidos novos confrontos, novas partidas. Quando se sabe que ficou pra trás a pele velha?

Faz tempo...



Ontem o que foi que aconteceu? Ontem foi um encontro ao acaso? Proibido beijar na boca. Vencer as tentações rasteiras. O dia seguinte. Curando ressaca. Ou curando a alma ao som de Elomar? Atenho-me a não mais fazer comentários sobre os olhares de peixe-morto.