segunda-feira, abril 29, 2013

4:13

Paixão da minha existência atribulada 




(Perdido no deserto. E os existencialistas que não sabiam pescar)
Certo dia passando pelo deserto de Sonora, situado no estado do Arizona, o maior da América do Norte, sem concorrentes na América Latina, mesmo no sertão mais agreste do Brasil ou na Colômbia no estado de La Guarija, onde reinava Pablo Escobar e onde a península seca encontra o mar, mesmo nos lençóis maranhenses, mesmo no delta do Parnaíba, ocorreu-me uma tacada de sorte.
Andava a beira da morte, sem dromedário e sem guia, fazia um documentário, que seria publicado um dia, se eu sobrevivesse pra contar. Ambicionava passar uma semana, que equivalem há sete dias, mas já me encontrava no nono na borda de um colapso físico e mental, completamente perdido. Frigia o sol minha cuca que por dentro o cérebro cozia. Foi quando surgiu a minha frente, de repente, um índio californiano.
Trazia na mão direita uma banana e na outra um pote de uma fria. Pareceu-me meio estranho aquela sunga das Adidas e aquele sotaque baiano. Mas o cocar de penas brancas combinava com as listras da marca.
Eis que o índio professa “qual tu vai querer, ó pai” emendando “a banana a água do pote?” finaliza. Não disse mais nada. Eu também nada entendia “de onde surgiu esse cabra?” e questionava “será que é água pura? Ou será que uma fria?” e morto de fome concatenava “a banana tem potássio. Pode ajudar com a câimbra”, mas então o nativo me apressou “tu tem mei-minuto, ó íngua” (!). “Falaste isso em que língua?” redargui. “repete se tu é homé” sei que o que é da gente o bicho num come. “vinte nove” disse o matuto “vinte e oito” prosseguia.
Na minha cabeça passou de tudo, em uma fração de segundo. “Vinte e sete” continuava o safado. Sonora depende das marés, que levam transportam micro gotículas que armazenam nos cactos e dão de beber aos pássaros que iniciam toda uma cadeia. Até uma raposinha bem titiquinha lá tem.
“Bem”, pensei “dezenove” “deve de haver um Oasis próximo. Esse babaca não brotou do nada” matutava. “Onze” avançava “dez” persistia. “Será que eu pego a banana?” dilema do inferno “ele pode pensar que eu sou gay” e “sete” contava ele só pra me agoniar “pensa rápido imbecil. Será uma alucinação? Vou voar na goela desse canalha” é isso que me vinha ao pensamento parco de ideias, “quatro” me deixava zonzim da vida e solto profanei “unha de gato, desgraçado! urtiga do mato.” Pego você na briga” dizia “dois...” foi aí, maninha (ou maninho) que tu não sabes onde eu fui parar: na beira de um rio, largo e muito bonito.
Quem será essa gente que fala... sim francês! A língua que pode desmunhecar sem ser parecer que é gay! Logo reconheci “é ela! Simone de Beauvoir!“ Há pouco tinha lido Segundo Sexo (antes de casar). “ É horrível assistir à agonia de uma esperança” ela garantia, sentada com sua vara de pescar. Mais ao lado, seu marido, sim, Sartre, flertava uma mocinha inocente “mas já que o mundo vai acabar” ele dizia “que Baco seja enaltecido” elucubrava, também coma vara na mão. Todos pescavam. Na cena sim, em algum lugar do Sena. Começou o lero-lero “na Grécia antiga quando as colheitas escasseavam o povo se reunia para um suntuoso jantar. Juntavam as panelas, como mamãe dizia,todo resto que havia sobrado e toda comida e todo vinho  bebiam” falava Jean-Paul “comida daqui, vinhada free, conversa de lá. Ninguém é de ninguém, e adoravam ao deus Baco em grande estilo bacanal” seguiu “depois de nove meses, haviam plantado a mandioca, obtinham farta colheita e muitas crianças nasciam” a moça prestava muita atenção “’é Afrodite!’ Diziam ‘deusa da fertilidade’” o safado prendeu mesmo a atenção de todos ”’se não houvéssemos louvado Baco...’” concluiu.
daí a pouco, vejo perto do brejo escrevendo em seu Diário (de um Sedutor)o dinamarquês Soren,  com O cortado, se sentia excluído, por não obter muito amor. Viajou duas vezes na vida. As duas pra Berlim. Na primeira fugiu da noiva pois achava que não seriam felizes. Eis que a moça se casou ele se desnorteou. Queria escrever cartas, mas o maridão não deixou, Kierkegaard se engasgou com o próprio nome. Viajou de novo pra Berlim, onde para miséria do povo se fez o primeiro existencialista da história. Grande mer! Aprendeu foi O Conceito da Angústia...

ah eu vi! Erguendo a gola do paletó. Camus, Camus, Camus! Esse não tinha dó. Absurdo! Quisera houvessem deixado sair a esperança quando fecharam a caixa de Pandora! Segurava bem firme na vara, suspeitosamente, irmã (ou irmão). Se Sísifu rola acima sua pedra e nunca consegue firma-la no cume da montanha. Essa também é sua sina” dizia ao operário, que de mito nada entendia. Canalha, salafrário! Fudeu com o mito grego pra massagear seu ego. Vivia de vento, com certeza, ao pobre não dava alento.  "Só um dia o ‘porquê’ se levanta e tudo recomeça nessa lassidão tingida de espanto. No extremo desse despertar vem, com o tempo, a consequência - o suicídio ou o restabelecimento. Porque tudo começa pela consciência e nada vale a não ser por ela." O que ele quis dizer com isso?  Camus, Camus. Dizem que comi, mas acho mesmo é que gostava de dar a bunda. Fiquei muito irritado com aquilo e chamei o gajo na porrada. Eis que argelino safado virou uma bichana loca. “Não, não! O topetinho não...” alça de boquete. No fim das contas ninguém

pescava nada.




A imoralidade dos fatos é que “sem esperança não se tem muita paciência.” E assim a cada meio minuto um deles era mandado pro deserto e um Mané qualquer era teletransportado.
(a corrigir)

sábado, abril 27, 2013

diabom dia


Paixão da minha existência atribulada


Hoje sai de casa tresnoitado. Tenho dormido quase o dia todo. Isso tá me deixando louco porque quando todos dormem, eu ainda estou acordado. São uma e vinte da tarde e lá vai mais um dia dessa autobiografia que mais parece um seriado. Brega. Sem beijo na boca, sem miss Taylor, sem mocinha, sem bandido, sem whisky, sem mansão e eu me sinto um retardado.
saí cedo e fui “sondar o mercado”  (pra não parecer tão idiota). Tudo estava fechado. Ontem conversei com uma amiga até perder a noção. Amanheceu o dia e O sol nascerá mandou bem como primeira canção. Mochila nas costas, revistas na mão, parangolé pendurado e lá fui eu, adicionando ao dicionário. Ainda era cedo, Cartola. O mundo é um ovinho. Velhinhos na praça que não é mais do estado. E como pode ainda chamar “da Liberdade”? Um bando de incautos amontoado nesse dia inusitado que alguém pagava a festa. Banda e orquestra de imbecis, ou seria bando ,maestro safado?
não sei porque, tinha umas tretas pra acertar no Maletta. Chegando lá vi o galeria de um amigo aberta. Ele e um primo-irmão ou cunhado, sei lá, tudo travado, nove da matutina. Quem tem olho tem retina e a deles estralava. E eu que pensava que tava pagando de loco. Sair daquele jeito todo torto, mas bem mais arrumado e cheiroso porque eu não tinha cheirado nenhum veneno cabuloso. Só o ar da praça mesmo que alguém orquestrava, tudo bem ordenado (tanto que minha intenção fui roubar todas as rosas mas teriam meu braço amputado.
Sei que os dois malucos malleteiros, um dono e o outro encarregado, cagarram na bosta e foram furtado(no dia de pagar aluguel, detalhe).
Eita exu-maré danado. Quem fazz doce não come doce. Mas como? É isso, tendeu não? E os dois vampiros fechado. No próprio de si que não saí de dar dó.
Fazia sol adoidado.
Eita caverna do Drácula. Eita ambiente pesado.
Ia vir pra casa de carona com um deles, que se mostrava carente e desorientado. Foi quando deu um bicao numa garrafa de Red. Pode? Sái exu do meu lado saí correndo e zoando”Tenta me pegar tranca-rua, fica na sua que eu vó sair vazado”. Peguei o buzão.  Envolta da praça, na volta, tava tudo agarrado. Eita transito de mer... eita praça que não é nossa. Eita que o fino da fossa...

Moral da historia: quer parecer magro? Fique do lado de um gordo.  


sexta-feira, abril 26, 2013

345milpontas


Paixão da minha existência atribulada

Eu sinto fome eu como. Eu sinto sono eu durmo. Se eu sinto frio eu me cubro. Se eu sinto muito já era. Vou dividir em partes e o juízo sintético é uma merda. Sinto falta das minhas cavernas, como eu já disse. Sinto falta das mãos suja de fogo (carvão, na verdade). Mas nesse mundo que a fogueira é só das vaidade, mando o plural a merda e passo a hifenizar tudo. Meu mundo. A virgem do shamãm, man, é não linear, diferente do herói épico. É vertical pra cima ou pra dentro. E agora são três e meia da manha e eu nessa lenga... Tentando organizar open Sá mentol.  Se eu conseguisse dormir viajaria pra cima e não pra dentro, como estou fazendo agora. Porque organizar pra mim não é produzir. Organizar é produzir? Minha virgem Santa Maria, dividir em partes... Embora eu seja protestante, (como esse Nick Cave é macabro) preciso fazer um compêndio.  Sintetizar tudo e voltar a amar porque “se quieres ser felices. No analices. No analices”. Vou ouviu esse disco. Chega Nick, seu macambroso. Aprende a cantar!

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Paixão da minha existência atribulada.
Hoje é quinta-feira da última semana do mês de abril e quero que tudo mais vá pra putaqueopario, mas só as vezes.  Hoje “puxei uns ferro” como se diz, lá na academia do Djalma, que fica na boca da Vila Estrela. Ele tá meio tá meio triste porque nuseiquem abriu outra academia na no morro, o triplo da dele. Lá no união, perto da segunda antena.  É... No morro tem uma estação de energia fincada bem no meio das casas. Ou seria o contrário? Em volta da estação é que se fez o aglomerado? Não sei. Sei é que ele perdeu um monte de cliente e, assim como eu, se sente abandonado.  Dá vontade mesmo de mandar todo mundo se fudé. Mas ele (assim como eu?) é um cara controlado, é sim. Baixim e forte da grossura duma árvore. Mas é foda se sentir trocado. Hoje eu vi zoando e dizendo que ia pedir emprego lá, mas na mesma hora disse o contrário. Que era velho demais pra ser manipulado. Bem, não sei o que eu fiz pra merecer ter sido desprezado. Eu bem podia estar batalhando meu pão com ela, eu bem queria estar casado, juntado... num sei. Sei é que, enquanto escuto Nick Cave, já não me sinto uma bad seed, mas que, nesse mundo, enquanto existir otário, urubu não passa fome. 

Agora foi... (será?)


A Copa do Mundo que não tivemos ganhador
(nem perdedor, nem momento oportuno pra consagrar um
terceiro lugar...)


Recomenda-se cautela ao ler esse documento.
Aqui estou, em 2038, do alto dos meus setenta anos de idade, tentando relembrar os melhores momentos de um fato que, bem ou mal sucedido, mudou o curso da história.
A Federação Internacional de Futebol organizou uma partida entre a jogadores que se dispuseram a formar uma enfraquecida Seleção do Mudo, que de modo algum fazia jus ao nome, e um pequeno clube de várzea do interior paraense chamado Unido do Itajaí.
Já de saída havia menos de vinte e quatro jogadores em campo e o arbitro convocado mandou a mãe em seu lugar. Essa destemida senhora vestiu o uniforme, assumiu o apito e mostrou a que veio. Farta de tantos xingamentos em tempos idos.   
“Rola a bola entre a Seleção do Mundial e os Unidos do Itajaí. O estádio está vazio, nem de tristeza ou de alegria” As redes de TV se recusaram a televisionar o vaivém da pelota. Mas... “Julinho da Glória bate o lateral com precisão e xiii... é falta!” dizia o solitário narrador-comentarista do município de Itajaí, em 2019, que nessa fria manhã de abril resolveu não ir à praia.
Em 2018 o quaternário de futebol em que são realizados os jogos entre as seleções que se classificam para chamada Copa do Mundo, na qual é entregue a taça Jules Rimet, não houve ganhador nem perdedor.
Nem ao terceiro lugar foi entregue a taça, devido à grande confusão que aconteceu durante os meses seguintes.
Passados vinte anos, ainda não se tem vaga ideia do que adveio com os atletas das seleções que se qualificaram para disputar a final.
Afinal, quais motivos teriam para causar tal desordem?
O que motivou jogadores a cometer esse ato de vandalismo, arruaça, comoção, convulsão, distúrbio, revolta e destruição das leis?
Em 2018 ocorreu um fato que não sucedia há séculos. Desde a prática dos jogos olímpicos na Grécia antiga.
 Os jogadores e toda a equipe técnica de ambas as equipes, apesar de devidamente vestidas, simplesmente desapareceram. O confronto seria entre a seleção da Bulgária e a equipe Brasil.
A partida havia de ser realizada no Beitar Jerusalem Stadium, Jerusalém. Israel comemorava por estar sendo reconhecida pela Comunidade Internacional das Nações Reunidas. Todo o país festejava com fervor, quando, minutos antes do jogo, deu-se conta que os envolvidos no confronto haviam desaparecido. Mas pra onde? Como? Por qual motivo? Com qual finalidade? Por que razão?
Haveriam sido sequestrados? Teriam partido em fuga num ato de sabotagem?
Minutos se passavam.  As pessoas no estádio não sabiam o que acontecia. As redes de TV não sabiam o que noticiar. Os árbitros sentiam-se perdidos. Os gandulas batiam bola nas laterais do campo.
Os minutos, aos poucos, se transformavam em horas. Uma, duas...
A organização do estádio colocou música. Bepbop para entreter a multidão. Jazzão da melhor qualidade. Mas o ritmo frenético só fez aumentar a ansiedade.
Então colocou o hino da Bulgária, marcha fúnebre. Não satisfez os espectadores. Os poucos búlgaros no estádio choravam. O que não faziam mesmo era acompanhar aquela marchinha que proferia brados de guerra. Quando colocaram o hino do Brasil foi uma vaia só. Até a ola fizeram como se tivesse sido combinado. Aquilo sim despertou a ira de todos.
O estádio estava bem seguro. Haja visto o temor ao terror que os israelitas têm. Os torcedores eram minuciosamente revistados na entrada. Inclusive por máquinas ultramodernas de raios-X que invadiam qualquer centímetro de privacidade. Inclusive nas obturações dentárias, qualquer possível nano-bomba escondida dentro de um organismo humano seria encontrada. Roupas e afins, apetrechos em geral eram inspecionados por cães altamente especializados. Câmeras de segurança escondidas por todo lado, inclusive em diversos cantos do gramado, faziam daquele estádio o mais seguro do planeta.
Estava sendo monitorado por satélite em órbita, e diziam que até de Júpiter podia-se ter uma boa visão do placar.
O que não fizeram foi um rigoroso monitoramento das equipes supondo, é claro, que elas jamais desapareceriam.
Sabia-se que o time da Bulgária nunca havia disputado um título mundial e que estava enraivecido o Brasil após perder a última final para os primos argentinos.
Em busca do sexto título mundial, a pretensão brasileira de vencer, atingiu dimensões descabidas. A magnitude dessa ambição atingiu as barbas do diabo. Isso sem dizer que contavam com ajuda de Deus (que dizem ser brasileiro)...
As hipóteses ficavam cada vez menos fidedignas.
Teriam arrecadado exorbitante coleta monetária antes da insólita dissipação?
Haveriam esses crápulas, por acaso, sido abduzidos?
Qual, ora bolas, foi o derradeiro fim desses canalhas?
Ou melhor, a pergunta que não queria calar “a quem seria dada a tão cobiçada taça?”
No dia do jogo não houve político que conseguisse conter a emoção dos povos, visto que eles próprios, por mais equilibrados que fossem também estavam emocionalmente abalados. O prefeito de Jerusalém, Nik Barkat, que contratou o rei Roberto Carlos para cantar o hino do Brasil, não quis dar declarações quando foi solicitado, ali mesmo no estádio. Esse sim declarou, abre aspas “Não importa os motivos da guerra, a paz ainda é mais importante que eles” fecham aspas.
A então presidenta brasileira valer-se da ocasião para dar início a uma CPI e, por telefone, nomeou os relatores do caso.
O presidente da Bulgária também nomeou um diplomata para cuidar do evento.
Nesse dia, o primeiro-ministro de Israel, que se encontrava em Jerusalém (cidade de origem armênia católica judaica muçulmana) preferiu não dar declarações.
Começou na semana seguinte, uma verdadeira caçada a esses jogadores e demais integrantes da equipe técnica, que também se encontravam desaparecidos, com o perdão do trocadilho. Mais adiante veremos que o verdadeiro-real, muito-pouco, primeiro-segundo, também seriam redarguidos.
Mas afinal, a quem seria entregue a taça, sendo que não houve partida a ser repartida? Se não houve primeiro nem segundo lugar, a quem entregar o caneco? Ao terceiro colocado? O jogo entre os times que iriam disputar o terceiro lugar não chegou a ser realizado, posto que todos encontrar-se à flor da pele.
O mundo girava entorno desse imprevisto que acendeu a fogueira da discórdia inflamando um arranca-rabo danado. Discórdias à parte, os times eram Gana VS. Uzbequistão. Iam, com de praxe, se enfrentar no mesmo dia da final, mas a confusão não permitiu. Os jogadores ganeses e uzbeques ao menos se apresentaram no estádio.
O presidente uzbeque foi o primeiro a se manifestar “Я думаю, что весь этот хаос”, mas ninguém entendeu nada.
O treinador da equipe de Gana, quis se pronunciar diante a multidão, depois que, na base do tapa, a aqueles negões o microfone foi cedido “Eu tive um sonho que minhas doze pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tive um sonho que um dia, até mesmo em Acra (capital de Gana), cidade que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. Eu tive um sonho hoje! E essa taça é nossa!” Não houve quem não aplaudisse.
O discurso dava fim à bizarra agitação, menos os russos, mas isso só fez aquecer os ânimos, principalmente de quem estava nos piores lugares do estádio.
A noite desse dia extraordinário caiu sem ser notada.
O FBI foi acionado e juntamente veio uma declaração comovente do presidente da mais poderosa nação do mundo “
Pode-se enganar a todos por pouco tempo, pode-se enganar alguns o tempo todo, mas não se pode enganar a todos o tempo todo. Vamos achar os esses fujões!” pareceu que já se conhecia essa fala, mas com final imprevisto. Imprevisível seriam os dias que se seguiam.
Os agentes do FBI investigaram a vida de cada um dos envolvidos e nada encontraram. Nenhum motivo, nenhuma motivação que os teria levado a desfraldar tal sumiço. Pediram ajuda ao então aos primos britânicos na distinta Scotland Yard, que não se mostrou muito abarcada pela questão, embora até o príncipe Charles tivesse sido envolvido.
Seguem-se depoimentos colhidos durante os meses seguintes.
Uma camareira da concentração do Brasil, Alitza Malenki, alegou ter percebido suspeita movimentação um dia antes da partida. Ela afirma “uniram-se em círculo no meio do campo e pareceu que estavam rezando, mas de repente, começaram a dançar ciranda-ciradinha-vamos-todos-cirandar e abraçaram-se” e finaliza “não entendi nada, mas parecia que selavam um pacto”. Realmente não dizia nada, do ponto de vista lógico.
Mas, como não existe lógica nesse caso (ou Gate. FiFa Gate na Interpol) diante da suspeição de tal selvageria, foram buscar imagens nas câmeras de segurança do hotel.
Infelizmente elas eram apagadas por um sistema inteligente de computação, após 168 horas seguidas.
Foi quando surgiu uma onda de imagens de câmeras de segurança recuperadas em vários momentos da vida dos jogadores (e demais envolvidos) nas mais extraordinárias cenas e perspectivas. Perceberam que de nada adiantava recolher imagens de um Ronaldo fumando um baseado no posto 9 em Ipanema, ou fazer escarcéu com imagem de outro que se travestia de freira aos domingos.
Coisa insólita foi assistir o técnico de Gana (aquele do discurso inflamado) vestido de astronauta. Imagens amadoras feitas pelo vizinho, um vouyer de plantão, a partir uma janela muito indiscreta.
Foi quando o ex-presidente da FIFA surgiu com uma suspeita “eles devem estar em outro planeta” alegou categoricamente. Visto que oficiais do mundo, ou melhor, do planeta inteiro, já haviam vasculhado os quatro rincões da Terra, e nada dos camaradas, nem vestígio sequer.
Esse ano havia uma expedição americana em órbita que congregava astronautas de várias nacionalidades. Dispusera-se a firmar um só objetivo: encontrar os fugitivos.
Foram guiados a pousar na Lua num voo bem-sucedido.
La chegando vasculharam até o Dark Side ouvindo Pink Floyd, porém a declaração que veio do bisneto de Neil Armstrong foi “Um pequeno para o homem, um grande passo para a humanidade... mas aqui na Lua nada!” fecha aspas.
Passaram a colher o depoimento d ufólogos do mundo inteiro. Alguns falavam que eles podiam ter sido abduzidos, mas que era extremamente difícil acontecer uma abdução coletiva sem deixar rastros.
Logo a opinião dos pesquisadores da Ásia Central foi posta questão e perdeu crédito.
Foram descobertos! Eram seguidores da obscura Madame Blavatsky, prolífica paranormal de caráter forte e dons psíquicos incomuns do antigo Império Russo.
A opinião pública então refutava a hipótese de abdução proferindo em coro “Charlatões! Charlatões!”
... E os pobres jogadores seguiam sumidos.
Diante disso ufólogos cubanos preferiam aderir a uma linha mais tênue de articulação. Mostravam que provavelmente estariam numa galáxia próxima... aprendendo com os alienígenas instrumentos de percussão ainda desconhecidos por nós terráqueos.
Essa argumentação foi mais bem aceita. “Eles mandarão sinais de vida” garantia J. P. Gardel. Os jornais publicavam toda informação que surgia.
As TVs televisionavam qualquer ladainha.
As rádios forjavam uma falsa interferência e mantinham programação genuinamente caribenha.
A FIFA aproveitou a batida caliente para investir seu golpe de sorte “Daremos a taça ao Vaticano, visto que somos um planeta de maioria católica e, se Deus é brasileiro, o Papa é argentino” anunciou o presidente. Não convenceu. Pelo contrário, apenas causou mais pânico.
Israel faltou declarar guerra, mas não sabia a quem.
Enquanto isso, os países árabes aproveitaram para dispor seus mísseis na direção da Terra Santa, e com isso, estava armado o alvoroço. Por pouco não se declarou guerra, mas não localizavam a fagulha inicial do conflito.
Nessa altura do campeonato, os dias viravam semanas, e as semanas foram virando meses, de quatro em quatro.
A palavra campeonato e tudo mais que tivesse relação com o futebol era paulatinamente banido.
Bolas eram furadas, camisas de time, bandeiras, flâmulas...
As crianças nos guetos estavam ensandecidas. Não sabiam mais o que fazer. Começou uma onda de violência infanto-juvenil jamais vista.
O campeonato italiano foi cancelado por falta de patrocinadores. A Nike revogou todos os contratos com equipes e jogadores. A Coca-Cola nunca mais associou sua marca ao esporte.
Na argêntea vizinha voltou-se a ensinar o caminito del tango aos jovencitos que começavam a bater carteiras.
Aos mais hábeis eram dadas aulas de piano, violino e acordeão.
O sublime Astor Piazolla, músico e compositor argentino, foi recordado naquele inverno portenho de 2018.
Em Malos Aires o futebol foi à ruína. O estádio de La Bombonera foi demolido e aproveitou-se parte da estrutura pra construir um mega anfiteatro.
Por não ter sido dada a taça a Francisco rolou no país de torcedores (hinchas) fanáticos uma animosidade geral.
Eis que no natal de 2018 as criancinhas cantaram em coro magistral que foi televisionado e emocionou o mundo inteiro.
 “Eu ficarei com sinais
À luz a eternidade
Quando eu chamar, para pedir que a criança
Com sua morte como eu pedi,
Com o ‘Nonino’ Eu estava...
Quando eu digo venha aqui...
Renascer... porque...”
Diego Maradona, ex-jogador e usufrutuário de barbitúrico alvo, jurou ter visto a equipe brasileña numa pista clandestina de Letícia, cidade ao sul da Colômbia, negociando com guerrilheiros das FARC.
Não se deu crédito à declaração,
Adolf Von Bayer que o diga...
No Brasil queriam formar uma nova equipe para disputar outra partida. Ou eu a taça fosse dividida ao meio por um ourives competente, mas a FIFA nunca chegou a admitir essa possibilidade.
João de Deus Avalanche disse “Os búlgaros eu não sei. Desconheço a procedência das chuteiras. Mas o time do Brasil... Rá! esse deve estar num cruzeiro pelo caribe” fecha aspas.
Impossível, pois os satélites da NASA rastreavam casa centímetro do globo.
O ex-presidente Luís Hilário Lula da Silva não perde a chance de se pronunciar “
No Brasil, Jesus teria de chamar Judas para encontrar esse povo”...
O fato acabou tonando-se uma questão filosófica e acabou ganhando espaço nas renomadas escolas do mundo. Paris, Berlim, Campinas... 
Começaram a discutir a questão do sumiço a partir desse evento afastadamente. O jogo, uma das cinco bases da cultura, segundo a semiótica de viés alemão (sonho, ócio, jogos, estados alterados de consciência e acidente) Houve então a quebra inédita dos dualismos recorrentes, ganhador e perdedor, razão e loucura, amor e ódio. E inclusive física quântica mente, muito e pouco, luz e trevas, metades e plenitudes...
Tudo foi posto em cheque. 
O pensador francês Edgar Morin afirmou “que morram todos, uma vez que todos devem estar vivos”.
Mas enfim, o que é a morte, senão a maior tragédia da vida? Sendo assim, a morte é senão, o epílogo da vida.
O fim do primeiro ato pra quem vai. O começo do primeiro ato pra quem fica. Variante orgânico, bio-rítmico. 
Os búlgaros foram vistos Jerusalém, em um panorama quase revelador. A máfia chinesa tinha apostado alto, e alguns dizem que haviam comprado o goleiro da seleção da Bulgária.
Corriam atrás de quem apelidaram “cães malditos” com mais eficácia do que todos os governos.
Alguns apostadores da Indochina afirmavam ter encontrado a ponta do fio do novelo.
Mas qual o que. Tinham apenas uma vaga vista do que posteriormente foi chamado de “A Última Janta”.
No interior de uma gruta, foram encontradas evidências que indicavam claramente que o time búlgaro estivera ali.
Porém, nunca nada foi provado, e todas as provas localizadas não passavam de conjecturas.
Ao centro Boris, o treinador, ao lado direito Tomerovsky, Tiagosvisky (que ainda não tinha completado a maior idade, e com seus vastos cabelos longos assemelhando-se a uma jovem garota. Juram as más línguas  Maruska e foi amante de Boris), Matiovsky, Judastadosvky, Simonosky. À esquerda, John, Juddanovis Iskariotsky, Petrovsky, Andrei, Thiagovsky (esse era maior de idade) e Bart. A maioria é pelo menos nominalmente, membro da Igreja Ortodoxa Búlgara.
Enquanto comiam, Boris tomou o pão, deu graças, partiu-o e o deu a seus jogadores, professou “Tomem e comam; esse é o campo”. Em seguida tomou uma cópia da taça oficial, deu graças e ofereceu aos doze a postos, dizendo “Bebam dela todos vocês. Esse é o sangue da aliança que será derramado em favor do povo, para o perdão de Karl Marx” emendou dizendo “Essa taça nunca poderá ser partida ao meio”.
Ledo engano. Não ao meio, como os brasileiros queriam, mas ponderou-se a possibilidade de entregar a taça ao Brasil durante dois anos e à Bulgária durante outros dois.
Mas qual seria o primeiro país a ter o caneco em mãos?
Em face de tal dilema, a Federação Internacional de Futebol nem chegou a divulgar tão desconhecida, lorpa e pacóvia hipótese que, contudo, vazou e refluiu para a imprensa especializada.
A FIFA em 2018 nomeou mais de quatro assessores para o cargo de porta-voz que se demitiam logo em seguida.
A assessoria de imprensa da federação nunca esteve tão em foco como nesse ano.
Quando seus integrantes apareciam, estavam sobre olhares de muita expectativa somados a um pingo de medo versus um quê de subjetividade. Era comum que os jornalistas estivessem apreensivos.
Depois que anunciavam as indigestas declarações o bicho pegava! Gravadores voando, papeletas, microfones, sapatos, etc. as câmeras tremiam e os telespectadores achavam que a própria Terra também tremia.
Passaram a restringir as mulheres jornalistas a levarem somente objetos de uso estritamente pessoal, e bolsas que pesassem menos de quatrocentos gramas.
Os jornalistas futebolísticos haviam migrado para o ramo investigativo. Como diz o ditado “A ocasião faz o ladrão”. O dito popular não estava errado, dali saíram (boas) e bons malandros.
Enquanto os repórteres investigativos tomaram (ou tiveram) um destino incerto.
Kit Moreira, nesse mesmo ano, despojado do dinheiro e das coisas materiais, abandonou sua mansão em Itaquera e se mandou pro norte de Minas.
Chegando lá, resolveu morar numa casa de barro em busca de conforto pra alma.
Passou a tirar sustento da pesca, sendo que nos rincões de Senador Modestino Gonçalves não havia muito que se fazer.
As últimas notícias que se tem mais se assemelham a boato ou piada.
Uns dizem que morreu de samba, de cachaça ou de folia.
Outros alegavam que faleceu na cama, de febre amarela. Porém, tudo indica que foi picado pelo barbeiro e morreu de chagas. 
Outro jornalista que, supõe-se, conquista um caráter imaginativo foi o norte americano Steve Insane. Steve esteve em vários casos lugares onde ninguém jamais havia chegado. Cobriu casos complicados e era conhecido por desvendar a barbárie, fosse qual fosse.
Steve estava cansado de não conseguir uma pista sequer que chegasse acerca dos desaparecidos. Ele então decide embrenhar-se na enigmática floresta amazônica.
Intrepidez, audácia, ou valentia? Estupidez, pacóvia ou idiotia? O americano não levou bússola, barraca, relógio, barra-de-cereais, kid-primeiro-socorros, para um lugar que tampouco conhecia.
Um de seus informantes, um índio pagé, disse que os tais fulanos estavam escondidos na suntuosa floresta amazônica um satélite nunca haveria de encontrar.
Conjecturas malucas não faltaram esse ano. Um ano par com acontecimentos impares.
Cogitava-se tudo.
A máfia chinesa já não se aborrecia mais com o sumiço, pois ganhavam lucravam mais nas bancas de palpites do que haveriam de ganhar na aposta assertiva da Copa do Mundo.
Os apostadores russos mandaram imprimir milhares de papelinhos com variante dos dizeres “cães malditos” com número no verso. Aqueles que vêm dentro dos biscoitinhos da sorte. 2018 foi o ano do cachorro, e lucraram milhões de dólares com isso.

Cogitava-se tanto e tudo a respeito de tal absurdo que, nem o próprio cogito, ergo sum penso, logo existo. Grande sacada de Renné Descartes (pensador francês do século dezessete) que, apesar do nome, não foi descartada e inaugurou a filosofia da era moderna.
Na contemporaneidade, o também francês e também pensador, Jaques Derrida, parafraseado seu conterrâneo publica um livreto com nome “O animal que logo sou” no qual afirma que somos nada além de animais auto-biográficos.
Enfim, soavam como uma canção de ninar, tamanha a brandura da substância quando chegava às cátedras das faculdades de filosofia, tal como nos bancos das escolas primárias diante de um acontecimento insólito como aquele, que ainda pairava inexplicável.
Somente longa história tornou-se várias.
O quaternário mundial de futebol em que não houve ganhador nem perdedor (também conhecido como Copa do Mundo, mudou o andamento de tudo).
O que era obvio tornou-se questionável.
Tudo era Nada e Nada era Tudo.
Engraçado é que a Era Quaternária se caracteriza pela aparição do homem na Terra.
Esse ano par teve desenlace inesquecível.
O acaso assumiu forma própria. O que para uns foi formidável, para outros foi terrível.
Aqueles que estavam à beira do suicídio desistiram do ato pra acompanhar o noticiário.
Houve (como já foi dito) uma quebra irrestrita de dualismos.
Novas palavras foram incluídas no dicionário.
Antigas rivalidades, por alguns meses, deixadas de lado.
Conflitos religiosos, conjugais e tudo mais foram apartados, frente a um possível ataque imaginário.  O planeta sentiu-se unido.
Todo e quaisquer comentário, por mais sórdido ou pervertido era ouvido.
A população não pensava mais que haviam fugido, esperavam apenas, principalmente as famílias (que davam depoimentos emocionados e comoventes), que estivessem vivos.
Alguns ainda pensam que cultivaram conta em algum paraíso fiscal e se evadiram de ônibus espacial pra muito além desse mundo, mas, “a Terra é o provável paraíso perdido” como diria García Lorca.
Suíça e Ilhas Cayman excepcionalmente abriram seu sigilo, mostrando a conta de quem estivesse envolvido.
Mas mesmo assim, nada foi esclarecido.
“O homem não foi feito para a derrota. Um homem pode ser destruído, mas não derrotado.” Hemingway foi rememorado.
Ninguém pôde cantar os louros da vitória, todavia ninguém sentiu o peso da derrota.
“Não quero nunca renunciar à liberdade deliciosa de me enganar.” Che Guevara era relembrado pelos hermanos.
O foto jornalista estadunidense Steve Insane jamais foi encontrado. Dizem que se perdeu numa viagem de Ayuasca.
Cleber Machado tornou-se um dos melhores e mais bem sucedidos repórter investigativos que o Brasil já conheceu.
No ano seguinte a FIFA concedeu à Gana e Uzbequistão a chance de disputarem uma partida. Após tanto tempo essas pessoas foram dadas como mortas.
Mas afinal, o que é a morte?
“A morte é uma vida vivida. A vida é uma morte que chega.” diria Jorge Luís Borges, o escritor argentino. “Não há nada novo para aprender.” afirmou a cantora britânica Amy Winehouse que morreu aos vinte e sete anos.
Sendo que “o essencial é invisível aos olhos.” Saint Exupéry, dono de frases tão célebres.
Irmã, ou irmão, “o homem solitário ou é uma besta ou é um deus.” proferiu Aristóteles, filósofo ateniense.
Pois “eu não vim aqui pra explicar, eu vim aqui pra confundir.” disse o nosso Chacrinha querido. Abelardo Barbosa... está com tudo!

Entendo que ninguém é o dono da vida. Quando simplesmente se está vivo apenas. Se te doem as costas, as veias, a glândula pancreática, órgãos internos e os músculos do coração, será tudo isso em vão?
A minha, a sua, nossas histórias, a nossa imaginação?
Conta uma história, fala de você.
Como é bom estar vivo!
Sugiro que se oriente pelo caminho do meio. Senão, os extremos cobrarão seu preço. Não quero julgo leve nem pesado. Bem gostaria encontrar um meio termo pra isso. Queria eu algumas pessoas fossem mais humildes. Fogo do sangue que corre entre o belo e o derradeiro. Bastava star no céu, eu presumo.

domingo, abril 21, 2013

desci da minha


Paixão da minha existência atribulada              

E a saga continua.
Que a vida é uma luta, não se discute.
Não discutir é uma premissa da filosofia. Cada um tem a sua. Mas, se estruturar o pensamento é uma labuta, há de admitir quem me escute, que eu rezo a minha. Na minha procissão caminham muitas velinhas. A caravana entoa um coro gemido, ode à dor do burrinho. Essas velinhas iluminam as cores papel celofane e a imagem que é viável de se carregar aonde vão passando. Velhos e crianças Tum Tum... espera-se que o lamento em uníssono suba, mas qual. Abelhinha zelosa has no time pra mesmice, sorrow, lamentação, sussurro!
Usa aí omê o coro da onça e a mulé o gongo da cabra! Quem mandó acreditá na jararaca-verde? Ofídio da peste!
Paixão, paixão.
A paixão costuma ser tão difícil. Haja visto a do Nazareno.
Devo comprar seis maços de cigarro Sun Marino (Sán Marino, pronuncia-se assim. Faz sucesso por ser barato.) e uns pacotes de biscoito.  Por quê? Mandar pro A. que tá preso. Pagando umas férias. Por quê? “A vida é assim” e não me custa. Já ensinou andar sem vacilar, já afastou invejoso da Vila do meu cangote e economizou verbo dando conselho, e por ser ele mesmo. Já aconteceu dele fazer no F. calhou deu tá sem folha sucedeu. Adveio a boa vontade, na humildade. Sempre! Eu plantei o bem e vou colher o que mereço. O FBI deve ter meu endereço. Falam de mim, sou assim me convém, mas sei a querela entre o bem e o mal. O mal é o bom, e o bem vai mal, no momento presente.
Na terça tenho terapia, oito da mañana. Doctor Deco diz coisas tão assertivas... Olha que me defeco pra psicolombardia. deco dereco dereco deco. O que me faz acordar tão cedo foi empatia. Enfim, existência apropriada significa. Pua não esbagoa fina flor. 

Mas arreda esse riso do beco, que escada demanda certo fôlego. Não tenho quem tem de mim. Segunda tem que pegar trintão no Maletovisky, pagar o Patchele, dar fim nessa dívida que já virou novela. Na terça vou malhar, sim. Acadêmia do Djalma. Acho que lá se ganha mais peso tutanóide, que no Liceu de Platão da Grécia antiga. Acho não, tenho certeza.
E assim sigo se com sigo, mais um dia na cadenciosa cadência. Sem cair. No fio da navalha.
Na paixão atribulada da minha existência. Sujo de todas as tintas que me cercam, de todas cinzas que se altercam, de tudo e de Toda Yng-Yang fluência. Tudo é nada. 
Quando um cadinho do orbe faísca, esse crisol pronuncia tudo.

 Ca’fé.

quarta-feira, abril 17, 2013

Charlesland


No fim da década de cinquenta, nos Estados Unidos, havia uma cidade onde um número sem igual de habitantes foi batizado com o nome Charles. Decorrente desse fato a reiterada alcunha gerou, afora falso cognato ( Charles Adam, Charles Brown, Charles da Silva, Charles Charles) incidiu sobre a cidadela admirável confusão. 
Quando alguém dizia “hey Charles!” meia dúzia de rapazes respondia.
Ray sentia-se cego defronte tamanho tumulto. Mesmo assim registrava tudo no piano. toda sonoridade aparentemente caótica que fluía da confusão.

Todos tinham um primo distante na cidade de Nova Orleães e nasciam com o dom peculiar para tocar algum instrumento. Como nem tudo é perfeito, às vezes, Davis se dava por vencido, só pra contrariar, por não se chamar Charles entre os nove irmãos, e em seu trompete tocava um blues dolorido. Após viajar milhas e milhas até o Japão, Davis casou-se e teve um filhos, cujo primeiro deu nome de Miles e ele ensinou o mesmo instrumento. 
Como em toda cidade pequena, havia muito buchicho. “Dexter está Gordon” disse Gillespie. Um primo cubano, puto,  gritava quando Sam, (também primo ou irmão de algum Charlie Jr. da vida) saia do tom ou se empolgava demais na bateria “não te Arturo mais Sandoval”.
Coisa mais Chick mesmo aconteceu, registrada inclusive pela imprensa local, foi quando outro Charlie, pianista, e sua banda, chegaram da Corea. Foram presos e tiveram os passaportes confiscados, pois haviam sido confundidos com perigosos criminosos do baixo Missouri.
Dave, o vice-cônsul de Charlesland (pai de Charlinho) negociou pesadamente com o governo Sul Coreano, ameaçando importar milhares de cornetas vermelhas para a Copa do Mundo, que seria realizada em Seul dali alguns anos, para uma população que estava entre a sujeição das mega linhas de produção e o absolutismo do marxismo. Foi assim que por fim, os trouxe de volta (brought back). Assim recebeu das mãos do ex-aristocrata inglês, Duke de Ellington, o título de Brubeck, Dave Brubeck, também chamado de Dave das Voltas Triunfais.
Dave então compôs dois temas que se perpetuaram mundialmente. Blue Rondo A La Turke, (quando esteve em Istambul  capital da Turquia, a convite do presidente, que ficou atarantado com seu ato de bravura na negociata com os sul-coreanos.) e Take Five, Pegue os Cinco.
O Duke de Ellington havia perdido seu titulo de nobreza por conta de um affair que veio a publico. O caso caiu na língua da buliçosa imprensa britânica. A americana, esposa infiel do escritor Francis Scott. M
ais um traidor da pátria, que amarguradamente escrevia sobre a decadência norte-americana. O romance, quando finalizado, seria intitulado O Grande Gatsby, retrato de uma geração perdida e do tão subjetivamente almejado sonho americano, american dream. Ella, também amargurada pela desfaçatez do pernóstico Duke, sentiu-se duplamente traidora e traída. Fugiu sem deixar bilhete pelo mar do mediterrâneo. E, como nada acontece por acaso, nessa mesma temporada topou com seu conterrâneo de Charlesland, Dave. Foi bem assim que compuseram vingativamente maravilhados uma canção que dizia, em síntese, que a vida era tão somente uma Noite na Tunísia.
(Ainda está um tanto confuso. Como dizem: "under construction" ou em elaboração...) 

segunda-feira, abril 15, 2013

Paixão da minha existência atribulada



       
Sabe? Não? Então vai saber? Tendo a que te comprometas com a leitura. Vou falar, melhor dizendo, escrever. Dentro doseus olhos, (d)entro sua cabeça, gravado e pintado as paredes do crânio a prece intratutanar. Desfaço de mim nanico ácido lático. Verbo-memória que fica acumulado. Seja pelo esforço da física progressão diária, seja por tudo que ficou gravado em minhas retinas sem que eu pudesse querer ou não querer. Lá pros lados onde ando e busco e permaneço, donde do interpretante energético muito se perde, mas o que ficou registrado fotograma, fenômeno acústico, fragrância não se consegue esquecer. Não obstante a lenga-lenga consiga aclarar, apenas esboçar composição leviana de signos.
Aprendo tempo verbal que improvisa nenhuma acepção. Apreendo sim, e cometo vasto deslize. Minto? talvez, mesmo que menos seja mais em notas rasgadas. Então entra, toma-te fôlego e sopra fundo!
Pra que dizer o que me doe so far? Primo, eu me divido por nós. Divido-me por mim mesmo. Pra que dizer que no mundo há pessoas, há sim. Que saíram do inferno e continuaram andarilhos. Que seguem como vulto a sombra da noite. Aqui, ali e sabe-se lá onde.
Alma de estrela.
Certa conta roubaram minha droga. (Yes, I did do drugs). Umatal Isamara-da-vida foi quem me roubou. (Exúmara). Foi mais ou menos assim. Tava meio estranho atividade na quebrada, ninguém na Vila e nada na Brasília, na Antena só problema, na H, só pro nariz. Acabei indo parar na Capelinha. Não que estivesse lombrado, mas o movimento no beco acontecia no estilo correria. Por lá ganhei o passo. Troquei ideia pouca com outro consumista, que deu parte do esquema. “Tá constando?” perguntei, e ele “a mulher aí que tá fazendo o corre-corre”. Isa Mara entrava e saía do barraco do jou-trafíca, e toda família vigiava a reja. A “mãe” controlava o portão (suspeito eu q o resto da ‘família’ mimetizado na cena, também velava a ação). Dei vinte paus então, pra Exalara fazer meu. depois “um pequeno” eu daria, de comissão. A Urtiga-do-mar me volta, é foda, só com dez contos de farelo, em mercadoria. Mixanga pouca é bobagem, só na ladroagem. Foi tudo tão rápido que Tom, miguinho meu, jovem-velho-conhecido, registrou o fato com olho de gato. “Conheço, é meu considerado” disse “mora perdalí, quase aqui, tá sempre aí, sangue-bão, blá e bláblá”. Completa “O mano saiu prejudicado, Zarama-pófazêissunão” disse num só fôlego de supetão, à dona da portaria. Dalí a pouco ela volta, com a palavra do mano-trafíca “foi ela que te roubou. Vai atrás e se retifica”. Nesse mundim de pilantra, subi com Tom a pequena escadaria. Amigo meu na rua, contou papo reto a quem devia “is a Mara” “cadê ela?” disseram “tá alimbaxo”respondeu “Vamô atrás dela, boy?(boy costuma ser vulgo) “Demorô, osmino!” então éramos cinco. O camisa-vermelha-de-time querendo horripilar. “Bora então”.
Mano-leitor, agora vou contar. Descemos a escadinha na base da fita loca pra cima Chora-vinagre. Lembaixo Exumara sentada, pagando de doida, foi cercada. Foi quando a vi tomá na cara. Eita cavaqueira certa “num pode roubar usufrutuário, macaca besta cavala!”. No desespero levanta e leva uma pemba na mama. Senta anta e conserva o acaso, confusa, quase leva outro na fuça. Eis q a voz de Isa Mara balbucia de pronto soluço certo conceito “vou devolver”. Pego na mão da vadia, tirou um caroço do peio, fração de segundo, inda assustada, mundo onde o-mundo-vê-tudo. Cara, vi terror na cara Exumara que quase se afogou de susto, numa maré de bordoada. Eu, macaco velho, cego saí subindo as escada, ouço com o rabo daoreia “menino, pára de bater nos otro” “bati ninguém não, vó” diz a voz amofinada. “Só pus norma no esquema”. Pensei, na “ética da máfia”. Onde ladra de cabelo piaçava faz alegria da moçada... Is a Mara is a Mara is a marinha.

A Rua da Capelinha é minha antiga conhecida, embora não haja igreja ou coisa parecida. Mas se tem, nunca atinei, nunca entendi.  o morro é mesmo, cheio de enigmas. Sua constituição randômica é cheia de segredos que desafiam o próprio Tempo. Daqui ali chegasse num minuto entrecortando escadas e becos que ligam ruelas e ruas feito mágica. Dada sua composição orgânica acercar-se um barraco o outro. Há excelentes moradias ao ponto em que, de imaginação e de improviso são feitas, modo geral, a próprio punho. Creches, bares, bocas e botecos. Núcleos comunitários. Igrejinha protestante onde evangélicos se divertem à beça, comendo, jogando bola, bebendo Tang e louvando, quase sem pecado, hora após hora até altas horas, e quase não se cansam.
Há muita droga escondida. Nem tão bem que não se possa comprar, mas o suficiente que não se possa “apreender” pelas vias que a Lei condena. Apreender então se torna uma palavra múltipla, de múltiplo significado. Entre as formas de se adquirir conhecimento, apreensão, abdução e experimentação, todas circulam concomitantemente no pequeno espaço fechado que afinal chamamos cérebro. Capaz de arquivar sem compreender. Abarcar sem incluir, o espaço de modo acertado, pois o erro foi abolido e o certo certamente assume vida própria. Veste oportunamente a camisa da situação. Os fracos também amam, morrem, nascem de novo, engravidam, nascem e findam, in memoriam. Sim que não, desse pretenso verbo vindo seja capaz alcançar uma pulga de entendimento.
Foi na Rua da Capelinha que o diabo disse meu nome. Como se o fosse velho conhecido, quando pensava ser apenas mais um Sebastião ou Benedito. Não, apenas uma vez, olhos claros, lábios no sorriso, pronunciou meu nome, le-tra-por-le-tra, inda me lembro. Como se agora inda soasse e ressoasse pra em meus olhos, boca, pele, nariz e ouvidos.
“Amo. Choro tanta desilusão. Choro o pranto sentido de um coração esquecido num lamento cansado de amor que não foi amado, ah como é triste ver o fim. E quem amou sonhou e fez tudo pra não ser assim. Ah como é triste ver o fim. E quem amou sonhou e fez tudo pra não ser assim”.
Há uns dias atrás ouvi uma narrativa pirada, que me pareceu um tanto real, todavia excêntrica. O início de tudo, da pedra (quisera fosse filosofal) feita por índio, mestres do mistifório de raízes e plantas e, no caso, a química alcaloide potencializada, observada por um negro jamaicano, que a narrou. O dia já amanhecia e ventava enquanto ouvia esmiuçada descrição.
O tal índio, carregava sabedoria única e paramentava um bambu com caldo borbulhante que jamais se havia visto igual. (Creio o fato ocorreu nos entremeios de cadeia. Posto que o jamaicano passou vinte e nove anos “em cana”, entre fugas e reentradas, saídas e voltas...) Segundo o que me foi dito, encheu o índio uma cuia integral desse tal bambu, de um líquido borbulhante e verde totalmente estranho ao ex-bandido que comigo dividia aquele amanhecer com tal história. Aquilo parecia um enigma misturado a uma atitude, um jeito de agir que, naquele momento e agora, sem que soubéssemos, mudaria o mundo.
Sim, o Jamaica perguntava e o sábio índio cautelar não dizia nada. Nada revelava sobre a misteriosa combinação a que tanto se dedicava. O que causava mais curiosidade no negro que acompanhava a minúcia de cada fase do processo. Finda toda minudência originou uma barra de massa desconhecida.  Prendia-me àquela descrição, como se eu próprio estivesse lá.  Qual gabolice seria o resultado de alto grau de magia? Haverá de ser uma bazófia indígena em toda sua jactância? Agarrava-me à riqueza da narração como se fosse experimentar o exímio veneno. O resultado de tal ganga alucinada não era pequeno. Eis então que o índio retira um pedaço, uma lasca, um toco como quem saca o filete de um osso. Jamaica pensava conhecer todo tipo de alucinógeno a que se tinha notícia quando Bum! J. vulgo “Hare-hare” sentiu sua primeiríssima onda de “pedra” numa viagem que delinear acidentes é desnecessário. Conforme me contava, soube que a força daquele preparado foi sem igual ativo e eficaz. A pujança com que foi arrebatado tinha força desconhecida. “Toma. Vende.” – disse o índio assaz cabuloso ao lado de seu místico preparado. Em seguida J. dominava todas as bocas da quebrada assim como recebia críticas invejosas de seus adversários que até então não conheciam o modus operandi  para tal resultado. A base do cozimento, a mistura, ponto de saturação. Sei foi que ficaram bem putos! disse J.
O vento sopra novamente na fria manhã onde finda a história. Um grande combate a tudo que estava por vir, desenhando um cenário, passados quase trinta anos. Famílias dilaceradas, doenças mentais, violência, crianças mortas, almas perdidas, pranto, agonia, solidão, clínicas de recuperação, suicídio, dopamina, depressão...




Primeiro groove que eu fiz na rua. Eita som eita loucura e tudo mais beleza pura. Como pino, ninguém previa, nadie supo que hiva un sonido. Lecuona baila comigo um pa de deux fugaz em meus ouvidos. Bailo mais leve, pois todo toque do que você faz e diz, só faz fazer de Nova York algo assim como Paris. Foi triste, Errante, inaugural, foi nesse dia que tentei a morte, não quero mais. Daí em diante, passado. Daí em diante dias e noites, passado o domingo, “contados” por mim-encarcerado foram oito. Mas isso não conta broto porque você se pôs no meu lugar e disse que sentiu que estava sendo positivo, quando eu pedia pra estar morto, mesmo tendo sobrevivido, mesmo agradecendo por ter sobrevivido, mesmo não estar agradecido por isso. Agora passo-a-passo, escolho melhor o repertório verifico uma grande dor de amor, deixo o disco tocar, verifico se há café na xícara antes de correr o risco de estrear sem querer pros meus pais na cozinha uma pré-estreia que poderia destruir meus planos tão oblíquos. Agora vou cobrar meu pagamento em lados B e libertação liberdade, bonequinha. Faixas contínuas, duplos, equilíbrio, sobriedade ébria de miador. Limpo aquilo que esteve escondido preso em mim, o suor de minha cola, aramado em meu pulso. Em solitários erres analisados em flash, na sombra do meu ator de escrever, carcará. Vá fazer sua caçada. É um tempo de guerra. Eu trabalho é carregando peça importante que não pode estar em débito. Medusa não precisa. Prolixo. O que preciso é de uma tomada a mais na rua. Se na rua de rua há mais do que dentro aqui do meu quarto.

Ah caro. Mijei na rua verei catarro, mas voltei com meus dez. Lucro mínimo. Folha mínima a ser absorvida, no caso.
Volto são e salvo. Acrescido da pedra do meu fardo. Volto até com o cérebro mais musculoso, tendo trabalhado, girado, conversado, sido privilegiado, acatado, considerado pelos irmãos de peso, carregado peso, e desdenhado, gozado, curtido e desfrutado e padecido pela visão-sonoridadeaparelhada-presença mambembe que ofereço.
Volto pra casa e escrevo. Isso sim objeto é aquilo que um dia se tornará mais seu do que meu. Padeço de rima e plectro, não sofro mais. Trabalho (?). Trabalho é como colher uvas? Sinto-me satisfeito. Satisfeito de ter saído da concavidade quadrilateral a que tantas vezes estamos subjulgados. Não, certamente que não fui em busca ao só do dinheiro, mas sim de um agenciamento de “coisas”, fatos, “pessoas”, imagens, ações, diálogos, ambivalência, valor, estima, apego, que aconteceram a priori só na minha cabeça. Durante o sonho diurno no qual preparava as tintas musicais. E me deparo com acervo de infinitesimal de vogais, que consoantes transfalam o que quero. Apoucamente transferem, transcodificam dizendo(?) alguma noção de sensação de sentimento-acontecimento. Choro. Amo. Tanta desilusão. Choro o pranto sentido de um coração esquecido num lamento cansado de amor que não foi amado, ah como é tão somente. E quem se sobrecarrega desmantelados agenciamentos? Cobre sim sua cola, cola, rola, orla. Porque a vida é feita de “momentos”...

Preciso de rua, do povo, das pessoas, da faculdade livre da vida para arrumar um lugar onde viver, senão a própria indigesta rua. O solilóquio plurivalente no qual se encera mais ou melhor m(eu) verbo a que em um quadrilátero. Estou atento. Estou centrado. A quem dizer o que sinto? Melhor ornamentar meus escritos, com pétalas arrancadas, (es)colhidas em algum lugar do tempo, e conchas-do-mar (fractais singulares) e palavras manchadas em papel que nunca mais serão ditas. Que se perderam, lacradas, e se objetificaram para, talvez, um fim qualquer, ou, uma pessoal-subjetiva apreciação do belo. Escrevo alfa-beta-gama-ômega-mente, ainda que advinda da escrita, a primeira tecnologia, a invenção do alfabeto grego, a egrégia noção de sensação de percepção da palavra, de fato, em si, seja sua. Não me convém inquiri-lo juízo de valor absoluto. Essa última palavra contém morte. E nem a própria morte, morfológica, é  o fim de tudo. Quando? Como? Enfim. Se parte de tudo se ilumina, o Todo se ilumina em si. Nasce uma criança latino-americana enquanto no Japão enterra-se mais um defunto.
Ignora-se a gramática portanto...  
quero “ir pro mato”. Rever minhas tocas, meu sol, meu céu, minhas estrelas, ver Deus, onde a multidimensional crista dos olhos enxerga tudo e a humildade me dão salvo-conduto. Deus, mais um azul de céu claro se ilumina nos olhos, e estou cercado de homens! Homens e sua maquinária além do fogo! Quero as mãos sujas de carvão! Não quero as letras nem a desilusão do povo. E não querer é também sim-querer e só o que desejo é a terça parte desse dualismo escroto! Ou tens a mínima noção que seja tutelar o verme até a igreja?
Alguma esperança de nascer de novo?
22h22min
22h33min
Relato dos dias que passei na quebrada e da pesquisa de opinião que faço com os usuários com os quem compartilhei as horas e a droga.

“Morro”, nome afetuoso dado às elevações que contrastam com chamado “asfalto”, também conhecido como favela, antonomásia exclusiva do português brasileiro.