sábado, agosto 31, 2013

daydreaming glow

Eu me pergunto como? minha profunda tristeza para Mardou. Eu não tenho nenhuma ideia o quão profundo é agora, neste momento de uma vida humana. Neste caso minha vida. Eu acho que eu realmente não sei como eu a amava por tanto tempo. Por que me sinto tão sozinho, cercada por tantas pessoas. Eu estou sozinho, você está sozinho, estamos todos sozinhos. Pergunte o quanto eu costumava acreditar que eu te amei. Eu não sei. Queima a lua no céu. Não há nenhuma estrela brilha hoje à noite. Enquanto os pássaros dormem, eu vou voar sobre o vazio branco minha mente. Que Deus nos ajude em nossa solidão dos mortos, antes de morrer.
Porque só Ele próprio nessa batalha de morte, um certo algo, qualquer coisa um pouco tanto, tantas vezes, de tal maneira, em tão alto grau, tão grande e tanto, tão numeroso, com tanta frequência, uma coisa determinada, alguma qualquer, algum nenhum, nem um tudo que nem tanto, quanto quão intensamente, algo abstrato, insólito, impalpável, imaterial, incorpóreo, subjetivo e transcendente há de saber a dimensão da coisa. A ínfima grandeza do delírio, além ao longe, lá ao longe, bem longe, mais a frente, mais adiante, acima, por cima, por dentro entre, por mitra, curanchim, uropígio, rabadilha, sambiquira floresça, além do sumo, suprassumo, em mais alto grau do vernáculo inexistente, faltante, nulo a vernaculidade supra ao imo ao superficial coração d’amor supremo a priori signo invisível que finda em si, que dimana flui, flui, flui, escorre, emana, deflui, reflui, desliza no axioma sináptico do interstício.  Que sobre o quão do quê a coisa em si, aquém, acolá e além de si se arrisca, mas não pode ser experimentada, pois não pode ser intuída, quando e também simbolizara diferentes momentos da minha vida, Ding an sich, embora a natureza da semelhança tenha uma controvérsia. A intersubjetiva coisa, objeto da percepção que interatua, comove e solta, livra e prende e voa. Que nem mesmo é a essência da coisa seria. Voa por não ser lógica. Esvai-se pulverizada e no instante seguinte vitrifica. Cristalina translucida. Espectral arqueja intocável e vibra. Pulsa e graceja de sua condição etérea. Vê quem duvida. Ouve quem silencia. Sente quem pode. Pode quem, sobretudo, sobreveste especialmente a lástima da incompreensão genuína.


une-for

quarta-feira, agosto 28, 2013

Papai, mamãe,


Eu vos amo tanto.
Nunca pensei em escrever esse texto, mas faz tempo em que penso “como?” acompanhado de vários “por quês?” e as lágrimas já brotam nos meus olhos.
Talvez, ou, com toda certeza, seja a coisa mais surreal que faço, falar sobre o tempo que passarei preso e o tanto, quanto quando como. Devo organizar meu pensamento para que meu coração não exploda em desespero. Pai,
Espera que entenda que sou prolixo, mas não desejo ser enfadonho, grosseiro, denso, tenso, lento, pesado.
desejo ser leve como o bater de asas de um borboleta, embora eu sinta que agora peso meia tonelada. Quinhentos quilos não são nada pra quem já carregou muito peso. Como você, pai, quando estudava, carregou tantos livros. Como você, mãe, nos carregou na barriga, nove meses vezes quatro.
Quando jovens, decerto não esperava, pai, que um dia eu viria a esse mundo. Cada dia, cada vitória, até que aos trinta e seis anos, você e mamãe já eram dois adultos e um vulto de esperança loiro e alegre desponta na face desse planeta.
Eu mesmo, vulgo Gustavo.
Mãe, você que me conhece como ninguém, sabe que quando eu recaí não tive tempo pra pensar, no susto da queda, o que era esteticamente mais correto a se fazer. E tudo se transformou nisso. Como eu disse ontem sobre a teoria Caos “quando parte do todo se ilumina o todo se ilumina em si”. Um dia usando, representa o Todo desse uso, um dia sem representa o todo da abstinência.
Quero estar limpo. Convicto de que esse será o melhor caminho.
Confesso que agora não tenho certeza. Perdi minha crença quando tinha uma.
Perdi a utopia de ser feliz. Perdi o acesso aos meus desejos. Refiz meus conceitos sobre a bondade e a servidão humana. Maldade e benevolência andam junto. O ser humano, pai, esse sim é prolixo, instável, incerto, impreciso...
Existe um universo de respostas inesperadas em cada indivíduo. Não se pode prever pela aparência. Não há como perquirir a essência. Por mais que se ajuíze bem&mal, o mais pueril maniqueísmo, após anos de convivência.
Depois de muito separar em partes, análise divisão, filetamento. Nunca sabemos o que guarda em si objeto humano, dentro da multiplicidade de si mesmo. Um labirinto em busca de alguma porta talvez inexistente.
eu não esperava reações de outrem. Bem como não esperava reagir desse jeito. Como também vocês não esperavam que eu fosse recair, não é mesmo? quando implorei pra sair do André Luís, aquele hospital psiquiátrico com cara de prisão, pra onde vão os condenados, os malsucedidos.
A conclusão que cheguei é que bem&mal andam juntos, que não existem separadamente, que se completam como forcas contrárias, que pairam muito além de tudo isso, como disse o sábio filósofo.
Sem mais delongas. Quero agradecer o tempo que dispus da companhia de vocês. Agradecer os valiosos cuidados e tratamentos que recebi. Agradecer cada minuto que vivemos juntos durante esse tempo, em pensamentos e ações. Não quero me desculpar. Não vamos lembrar-nos de coisas ruins, não é mesmo? O momento é propicio aos bons sentimentos.
Agradeço por cada alvorada em que você, mãe, enaltecia a beleza do dia, enquanto eu me escondia do mundo. Obrigado por nunca me negar os seus cuidados. Ao seu lado meus olhos se entregavam a fadiga e meu espírito se desprendia do corpo. Sou um filho caçula temporão mimado? Sim, devo ser, mas só assim eu me senti acalentado, quando o chão fugiu dos meus pés.
Agradeço pai, por não ter me abandonado, quando eu insistentemente quis viver à margem de conceitos éticos e morais. Admiro a sua resignação.
Amanhã me entrego a essa internação com a humildade que aprendi com vocês. Chega de tanto diletantismo. Devo entrar em contato com a minha subjetividade.
Apesar disso quem sabe se objeto e sujeito são alcançáveis em sua completude?
Estaremos separados por um período, mas espero que esse período de tempo seja pouco, e de abundante importância para todos.
Desejo, do fundo do meu coração, que em breve estejamos juntos de novo.
Um novo Gustavo. Livre dos andrajos que me predem. Outro a ser o que era.
Aproveitem. Descansem...
Dedico essas palavras (assim como meus pensamentos)
ao casal que mais amo no mundo,
Afonso e Lenir, meus pais.

28 de agosto de 2013.

Gustavo Alvarez Perez





  



  
Disse Jesus: Tirai a pedra. João 11:39 Lázaro estava morto há 4 dias e já cheirava mal quando Jesus ordenou que removessem a pedra de seu túmulo. E disse em voz alta: "Lázaro, vem para fora!" "O homem que estivera morto saiu com os pés e as mãos amarrados com faixas, e o seu semblante enrolado num pano. Jesus disse-lhes: 'Soltai-o e deixai-o ir.'" João 11:44 em last days in panchok

terça-feira, agosto 27, 2013

Hoje acordei mudo
surdo d-[hipertexto]
devo que ir embora
reflexões em off
o dia passou lento
configurações de proxy
conectar o resquício
que soçobrou de mim alma
devo ir depressa
palavras
pra ala além da Lavras
onde minha mãe mora
onde eu tocava flauta
onde meu pai chora
...

Oligopneia X Basorexia

Astro de brilhante a luz de estreita desatrela;







Queria algo revelante, ou, relevante, neologisticamente. O frio regelante na dorsal adverte. Onde algo algum ninguém se encante, se sendo assim, se c cedilha ou S serpenteia, reverbetero, berro, murmurante. Qual quão? pergunto. Quão qual o que? Responde-me :subjetivado adjetivo. Um tanto, o quanto ressaltante, mas o que noto adiante? mais uma bêbada branca página bacante.
Estive em guerra com a rima, mas ela chega tão feliz e besta sempre... como quem não vê que o dia já não é tão claro quanto eu queria.
Novamente me sento.
Dedilho céu-inferno-céu.
Hoje fui ao hospital. 
Amanhã irei sozinho com mala, livros, caneta, papel e coragem, coisa e tal.
Mardou, me desculpa.
Fui convicto de que seria mais um interno naquele prédio do centro da cidade. Mais um doente. 
Mental?, não... verbal, auditivo, grotesco.
Diga à Carol, que Lewis os quis creveu. Ali se viu que vivo na beira, não na margem.

Gosto da vida e de falar bobagem. Gosto de gente cantando no ponto de ônibus. Gosto de poodle de sapatinho. alguém me xinga em silêncio,...
A felicidade é fêmea e efêmera... é a amor mentira da tristeza.
Capaz que jazz e devo cuidar de esvaziar pinico. Vou...
Máquina maquina dedo, verbi-voco tateio.
Sem prelúdio, proêmio ou prólogo.

Sem ver, go!

envergo si só, Vertigo.

prelúdio Sem ludibrio, sem contexto. Sem nós, sem voz.

ver vez morfossintaxe.

Exórdio, introito, Caraminhola.

Sem gólgota, locuções verbais

Os aviões passam.

pássaro - um milhão por nós, e por mim, o céu.

[hipertexto]-dua-Lua-lismo.


lullaby o céu sem lua, 
ainda astro.




papel, caneta, coragem
papel, caneta, coragem


papel, caneta, coragem


non-sense Ra! de Dadi e dó. 


Esse fortuito pretérito.
pretéritos preteridos...

fora dualismo, antinomia, provérbio, infâmia a dona do entorno do éter a fudia tardinha.




Dentro de poucas horas.

e o que cabe dentro das horas, afinal?
desonra? Glória Maria? 

meu tio José vivia, agora ele morreu...





Nada é original. Roube de qualquer lugar que ressoe com inspiração ou alimenta a sua imaginação. Devorar filmes antigos, novos filmes, música, livros, pinturas, fotografia, conversas aleatórias, pontes, placas de rua, árvores, nuvens, corpos de água, luz e sombras. Se você fizer isso, seu trabalho (e roubo) será autêntico. Autenticidade é inestimável. Originalidade é inexistente. E não se incomode em esconder seu roubo. Celebraremos se você se sentir como ele.






Jean-Luc Godard disse “não importa onde você pega as coisas, mas para onde as leva”.

domingo, agosto 25, 2013

Estupor

Papagaio

You know, Amy...




Faz algum tempo tenho escutado essa moça. Uma Diva. Tenho compaixão por aqueles que se perdem no caminho, incompreendidos e sozinhos. A dor, signo, a coisa em si, é incompreensível e um tanto difícil de descrever, pois o colóquio só atente ao grito. Lágrimas despudoradas, intrépidas jornadas em busca de si mesmo. Objetos faltantes irrepresentáveis, sentiments from the back alley. Temer a morte é morrer duas vezes. Sinto, e sentir, conforme o Pravda (a verdade) de Mikail Bakhtin é também inalcançável e icognícivel. Interpretamos o objeto invisível, assim como a fome, o medo, a dor, a coragem de seguir vivendo. O frio que sinto, de seguir pleno, indica que tento me desapegar do osso. Completar o que sempre há de ser incompleto, indizível. Deus, alma, mundo. Ilusões de transcendência nas quais somos, estamos, cremos. Sem mais delongas. O decorrente paradoxo, próprios do homem que nos qualificam, não definem o gênero e espécie a qual pertencemos. A diferença nos faz únicos. Únicos e viemos e voltaremos. Estamos. Ser é questão de verbos. Sermos únicos, singulares, exclusivos é o que nos torna inusitados seres viventes. Nada que é humano me é estranho. Excepcionais talentos, como dessa moça, finda na equação dos meios e começos. Vale dizer que a síntese de um juízo final não é resultado exato de um diagnóstico. Não importa quem se candidata a perpetrar tal análise, o personagem kantiano, humano será inevitavelmente humano. Amigo, a que vieste? assim somos, estamos e seremos



únicos, únicos, únicos, insólito, únicos, únicos, únicos, únicos, únicos, únicos,
enigmáticos múltiplos de nós mesmos!

Mors omni aetate communis est!

Hodie mihi, cras tibi…



Ab imo pectore,

Gustavo Perez

Anônimo Anônimo disse...
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deep dawn




sábado, agosto 24, 2013

Leminski




3 comentários:

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...
De comer na tig[ela]...
Francisco de Sousa Vieira Filho disse...
Ponderando agora quanto ao texto - uau! - você perscruta, imagina, intui, mas lembrar deve ser punk, saber o que se fez, porque se faz, e as razões do sofrer... dizem, auxilia a melhor lidar com a coisa toda [penso, cada um é que sabe].

Em comum?! Não ter religião é - também - minha opção, mas já 'escarafunchei' em muitas sendas... em tempo, exponho meu trajeto com mais calma... ;)
Francisco de Sousa Vieira Filho disse...
Retomando o tema... Acredita em Deus? Eu sei, quando se pergunta: acredita em Deus? - pergunta-se, na verdade: 'qual sua religião?' Ou melhor: 'você tem religião [formal]?!' Em parte é isso também o que se deseja saber quando se pergunta algo assim [a resposta porém está clara no texto - não, porém, quanto a Deus, ou a existência de uma Divindade]... lendo seus 'posts', notei alguma similitude de idéias e concepções - de modo que senti vontade de constatar... Antes que responda digo de já o que penso a respeito: não acredito muito em rótulos... já zanzei bastante pra descobrir que a verdadeira religião não tem nome, que há membros dela no seio das mais diversas denominações, que instituições são instrumentos de dominação e de escravidão, que Jesus apregoava ao ar livre, descalço e seguido pelos mais humildes e que os ditos 'religiosos' de hoje são sempre os mais ricos e se enriquecem à custa dos que mais necessitam, que cada um [mesmo no seio da mesma denominação] tem uma idéia diferente (e pessoal) de Deus [ainda que com lineamentos comuns], que a verdadeira religião é a do íntimo e do coração e não a da prática exterior [como diria Jesus, 'não sejais como os hipócritas que sentam à frente no templo e oram em voz alta e chamam a atenção pra si como virtuosos, quando no seio de seus lares (no oculto das paredes) são tiranos e maldosos - são como sepulcros caiados, belo por fora, mas com toda a sorte de putridão por dentro'); e, por fim, que a verdadeira religião é a do coração; que sou cheio de vícios e ainda tardo muito em seguir o chamado e o caminho, mas que faço o meu melhor e o meu possível no meu viver de agora; que no suceder das possibilidades que a Divindade nos faculta nas muitas moradas da Casa do Pai hei de galgar melhor pouso e lugar [infinidade afora] - como todos mais... bem, creio em Deus, sem dúvida, não o Deus das religiões por aí [que se apodera dos dízimos dos fiéis, que se apresenta tendo por intermediários homens mundanos sob capas de religiosos...] Deus está além de templos - seu templo é a natureza e a criação e o coração dos homens e é lá [nos corações] que precisa [e oxalá não tarde] renascer...
quatro verdades santas


1. Toda a existência é insatisfatória e cheia de sofrimento;

2. Este sofrimento é causado pela ignorância, pelo desejo ardente ou apego – esforço constante para encontrar algo de eterno e estável num mundo transitório;


3. O sofrimento ou insatisfação pode-se superar na totalidade – é o Nirvana;


4. Consegue-se alcançar a nirvana seguindo o nobre cominho das Oito Vias: (estas oito vias não têm de ser seguidas por um ordem estabelecida) 




"própria queda, a dos outros e ambos em conjunto"



Paixão da minha existência atribulada

preâmbulo

Certa conta reza a lenda
viveu nesse planeta
um certo Gautama

príncipe ele era, a princípio
que vivia isolado do resto do mundo
poupado das verdades
que chegam para todos

... a lassidão da dor e da doença
... a inexorável morte como prêmio
ganhadora de todas as apostas
implacáveis desenlaces
da humana experiência

Aos vinte e nove anos
quis dar uma banda
saiu sem Skol-(ta)
e foi tomar uma Brama

cansou de tanta abundância, fartura,
bonança
e
nenhuma falta
era tratado igual criança o tal Gautama

deu azia no moço
ausência de sofrimento
e com excesso de alegria
“senta e descansa” o rei dizia
ficou blasé e quis dar linha...

daí se deparou a pobreza
e a miséria humana
observou um cadáver sendo velado na biqueira
viu quão efêmera era a vida
fantasia, utopia, deslumbramento,
quimera

que meramente fora enganado
que mentiram pra ele a vida inteira
cansou de ser príncipe do próprio reino
cansou da abastança
abastardado

saiu do palácio furtivamente
sem com licença
imensa tristeza ela sentia
colou nos ascetas e deu linha
pra ver no que dava
pra ver se real das coisas como se vivencia

saiu atrás do “algo” que lhe  faltava
quis inovação nova filosofia

deixou de ser boa-vida
perdeu comodidade e mamata
mas não perdeu a crença
em rigorosa ascese e contínua itinerância
passou seis meses
de progressença

até que um belo dia
Gautama senta

sexta-feira, agosto 23, 2013


quarta-feira, maio 05, 2010

dormi na serra e sonhei


... que você saiu da toca de pijama. Não havia paisagem. Apenas a terra, e o mato seco do inverno. Ao lado do lago de água parada onde durante o dia tomávamos banho, e a noite os sapos coaxavam. Milhões de estrelas no céu, centenas de bichinhos estranhos da madrugada e uma dezena de vezes que caminhamos por essa estrada. Que das montanhas, a que mais gosto é a minha casa e o que fazemos dela.
Sabe Mardou,


Qualitativos nadas acontecem. Quando eu saí do hospital, parecia que o mundo girava mais rápido. Fora essas metáforas sinestésicas, o tempo do ponteiro do relógio que marca os minutos parecia mesmo gira mais rápido. Em torno dos números inteiros havia um personagem fragmentado. Parei nos segundos que faltavam. Falta ainda algum desvelo no meu corpo. Algum pedaço seu que eu deixei guardado. Dói pensar que pesa tanto lembrar que ainda amo(?) esse pedaço. Deixei guardado e guardado ficou dentro do corpo, na des-personificação do ser que logo fui naquele leito, por dentro do travesseiro plastificado. Não simsim era eu ali sozinho, cheio de nós dois, feliz e pleno, sonhando em quando veria seu rosto. em pensamento, nem sabia, que era eu mesmo virando monstro, como escrever dentro dos teus olhos. Sem poder, sem poder prever o que viria, ou não viria, ao meu encontro. Solidão, dor, saudade, desilusão, desgosto. Menos nove iguais a zero. Naquele março depois de fevereiro, jamais me esquecerei o gosto amargo. Ah, sim, naquele tempo, muitas lágrimas rolaram e ainda hoje, muitos tantos incompletos por entre e dentro. Olhar perdido, sorriso vago, medo, medo, medo. Ai solidão de merda companheira. Fez-se de amiga quem se fez amante. Fez-se do amigo próximo distante.
Fétidas fezes fenestra afora senti calar frios indeléveis , e do hipomorfo ruminante, virei mosca da bandidagem. Se for cá, ou lá, em mim, pensava nisso, melhor ter ido com o fio da forca no gogó, naquela manhã de sábado.  

Cavalo quadrilheiro! Espalhaste bosta elo mundo inteiro. So-far away from me lascivamente, fez-se da vida uma aventura errante, de repente, de janeiro ao nem me lembro até hoje. O sol se pôs pra sempre aquela noite, dentro de outra e um mil e outros descontroles. Não me digam qual de quem se abandonou primeiro. A ordem de arrancada não altera a chegada. Vim vendo que tendo vindo, quisera minhas mãos que tateiam antes de ter, esse eterno morrer na cruz dos teus braços.
Esse haver, Vinícius, imorais houveram sido. Esse querer ser príncipe senão do próprio reino. E refletir-se em olhares, sem memória e sem passado, depois de passado o futuro simples do subjuntivo. Eu deveria, eu poderia, eu teria sido.
Tudo que a preguiça das minhas pálpebras esconderam e os olhos perseguiram a cabeça no vão das relutâncias.
Se entre lás e cá, acima de tudo
essa capacidade de ternura
é o que me resta.

Esse falar baixo...
passos que se perdem...

eflúvios...
estrelas...
nadas...

quinta-feira, agosto 22, 2013

Como é o bromo drometásto do meu rosto?
Eu nem lembro mais a cara mesmo...


O fato é que a minha embriaguez de tijolos empilhados já não abarba uma pilha de memórias que fui obrigado a esquecer. Já não me sinto cheiro mais da lua n quintal Bernardo. Não me santo sinto da outra cidade do lado. Sentido oposto descontrole. Sentido. Sentido muito. Muito des-de-agosto. Nem gosto do gosto nem rosa nem Noel, papai. Sou filho do acaso. Da noite, do caos, do pau do pai o espermãe, embuscetado. Viola tá chorando com razão. Não psique por erros de passado, pasmo. Besta esfolada, jumento, asno. Morre o burro fica o homem. As violetas estão na janela? Vou burifar veneno numa delas. Baforar meu claustro ensimesmado, engalfinhado des-pinhos da nega minha. Pele sedosa. Sorriso trôpego, um dicionário de sinônimos de sossego aveludado. Já não ninguém, já nada. Meu não mim, quem?

Vociu
também já eu squeciu

o cheiro
o gozo, o gosto...

um imbecil de mau a mau
paja sem fosso

Hoje eu escalei feito um tigre pantaneiro. Sei que não tem tigre no mato grosso. Acabei de enganar um noia. Fui caçar pra vampira. Sai 4 e quinze ela gsta dessas horas absurdas. Eu adora andar na ponta de pats peludas. pat cats aceita uma matulta matute? Então vai reprodizir nas terras secas seu árido fértil serpentil fatubrigo gutgut. Quem pega pulo nem me nega me pega. Golar juga eu te mota meto balo hobbin Wood, sai da reta que meu pipeto é rude, rufs. Que foi? Tah rindo? Ri agora e chora depois com melado grude ude grud. Feito cinema de brasileiro anos 1900 e foda-se. Foi ao cinema colecionar calcinhas, gaurá. Foi assim. Tava na vila estrela tão calminha, os quadrilheiros de boa Araujo de bico na cola, desmontar esquema em honra da boa reputação da policia mineira. Bem armada e orgulho na alta com full Gross blaster food de boteco que marca presença e dá salgadinho grátis for free na noite. Não faz nada mas tem serviço de inteligência Enem precisava ser tão serpente pra ratear os bode. Mano, na vila encontrei aladroado em questão computador de quem deu mole. Fui subindo reta dois ele e nois, na primeira antena, os cara são do crima e noia que pode quem dedura deu dah o dedo. Ele me da a questão vai lá e vende. Eu otário nem me espiro espanto com largura das folga de cu de barata que fala fito fito feito essa máquina de escrever letras de escrivinhação prosman, pras mina pros papai que nada quer fazer além de crer que eu sou menino baú. Hoje erprapreu terido. Sou não sou bandido mau, sou malandro passa capoeira tibetana e joga kung fu nas terras de papa dos tirano bom. Passou na Tv qi as vaca dão leite e que leão tem difteria, eu tô doente, sílica cintimo siltela silencia sua merda fede bode preto namra meu minha mão meu  mau. De feu de god disgof fifogiedrigo rococó peu pai pau peu silencio ate me enfom mandaram procuram um rumo eu seja longe da faliba feja gaja bela da de di da dessa gaza faixadadadela desde nasce dia fde fde mais fode fofo fofo fode fofe fi fogu Fe mim jacu na bosque trosca Ca cu va trela nos que é ns não pode que meus deto mete a ruidosa tcla dessa olivete cibernetizida de mentagadela feito fafegfafela falar dela faz drogufefode
Conseuiu ler ma brodi?

Tem nola do zembrigo. Chafa ne fim que fou com meu canfao quão drado punho engatilhado kkkdrada 12 no pente umana gulha de cão pra te espetar no fuça d gringo, estrngeiro, tu pra mim, patra papatua pa, es ini, meu amigo. Vai dormir com sua mulé quela ta esperando seu quetume azedo. Avaro avarento e frigido.

ladrão que ruba ladron tem cem eprdm fres garantiddiidido
padre, vai lamber pitriquitrim pinico.!!

Like miles in a jam
So,
Here I go again ma dawn
overcome and come and
go!

shut control and shift trough
drag the blue among the crew
flag the fen the full of whack

go away in your blamed bloomed bog
knocked again the same new gong

and clip round the ear filed away ma vein
in smog smoke ma pain
again and again
another day






Fuck
 

quarta-feira, agosto 21, 2013

flastrughuf

a misty blue and the lilac too a never to grow old.

zupa

oi pessoal!


Hoje dei uma boa varrida no meu quarto. Ganhei duas partidas de xadrez na pracinha da Rua Lavras.
Logo em seguida subindo
eu vi um gato verde
na luz bonita do beco
ele me viu também.

Na banca tinha filhão
eu ficar com essa que tá na minha mão
 “já é”...

tem pão de queijo e leite. Branco
como essa página

já não é mais




Hojé náo é jáizz é tango
Fernandes Hierro
lá dos malos aires
meu tio morto nau lá nos bambois
lugar sagrado que os ossos me dói
e que demograficamente disminoi

pula piola, bagana,
menor, menor, menor,
guimba, mínima ponta,
espermatroco
menos um



Recontagem progressiva



... à sombra de si mesmo.
É chegada a hora de descobrimos quem é o outro. Eu sou o outro. Eu me reconheço no outro até me deparar com sua essência, seu ânima. A disparidade entre meu DNA, o seu e o de um chimpanzé, não é tão grande. Sim, somos animais culturais, porém, onde mora essa dessemelhança? O que nos faz tão diferentes, senão simplesmente a cultura? Onde eu nasci passa um rio. A sociolinguística, a neuro-linguística, semiótica da disputa e da heterogeneidade constroem o homem, enfim, não há diferença onde não há cultura. Esse é um percepto da razão. O que captamos do mundo gera essa distinção. A arte sem arte, “o outro” tal qual a si mesmo à sombra de si mesmo, a altercação, a contenda, a contestação, só conhece quem a desconhece. É inefável, indizível e inexprimível. Somos pós-modernos, somos descartáveis, impressão condicionada de sensação de existência. Eu não perdi o que nunca tive. Como regressar ao país de origem.

segunda-feira, agosto 19, 2013

potriphyblastos




Sísifo despertou a raiva de Zeus, pois Zeus havia se transformado em águia e sobrevoado o reino de Sísifo com Egina, filha de Asopo, depois quando Asopo perguntou a Sísifo se havia visto Egina, ele contou em troca de uma fonte de água. Então Zeus enviou Thanatos para levá-lo ao Hades. Porém Sísifo conseguiu enganar Thanatos, elogiou sua beleza e pediu-lhe para deixá-lo enfeitar seu pescoço com um colar, o colar, na verdade, era uma coleira, com a qual Sísifo manteve a morte aprisionada ao mesmo tempo evitando que qualquer outra pessoa ou ser vivo morresse. Desta vez Sísifo arranjou encrenca com Hades, o deus dos mortos, e com Ares, o deus da guerra, que precisava da morte para consumar as batalhas. Tão logo teve conhecimento, Hades libertou a morte e ordenou-lhe que trouxesse Sísifo imediatamente para o mundo dos mortos.

Agora entardece num dia qualquer de agosto. Coltrane assopra suas notas. Não importa se rima ou prosa faz verso. O escrever busca ser descoberto. O sopro sopro sem léxico. Retido no fim do retinido. Sonhado no eco de mim mesmo, no leito loquaz do verbo, no prófugo frisson do litígio. Filho da noite e do Caos telúrico.
Polímnia tinha um ar pensativo...
Facécias de uma criança morta. Perdido no deserto das ideias espera ser descoberto. Como os pergaminhos do mar morto. Cobras e lagartos o cercam de significado, nas falácias da anfibológica homonímia. A espera do troco inexplicável, no polissêmico samba do criolo doido.




John Coltrane A Man Called Trane ( Full Album )

MUDO
Minha epifania mora nesse lugar. Quão?
Quão perto ou distante?
Agora estou solitário, sinto a dor incrível de estar sentado dias a finco diante dessa porra dessa máquina. Mas sei que vou como disse um dia quando na varanda do Maletta, ia vara com força, nunca tive voz, Adriana Godoy, infantil quer dizer aquele que não tem voz.
as vezes ainda hoje, param a conversa para me ouvir e retomam quando acabo. Acho que é por isso que tento desesperadamente tronar minhas essas palavras. Hey! Tento. Buscar buscar buscar
hoje ouvi outro desesperado, o James Douglas Morrison, sabe, não quero me lamentar, mas vocês, mulheres de mi vida, saem a procura de alguém que seja algo, um signo. Alem de mim, há um horizonte, a realidade, dura concreta, verdadeira.
eu moro num sonho, nas inúmeras trepadas esquálidas garçonetes, meu coração dói de lembrar Neal Cassidy, herói e Adônis de Denver,
três décadas se assaram.
todas elas se foram mulheres tolas. Buscam amor. Somente isso, assim como eu. Colocam a culpa na droga de droga que eu agora uso, mas que merda.
Essa droga foi tudo e vai ser meu mundo afim. Afora. Afora de mim, um foco, uninstall, grita Neil! Safadão, meu pau meu pau
mas que AL recomeçar? Que tal? Nem ligo mais se vocês me desculpam eu peço perdão por tudo
mas que letra é essa?
Que bom selvagem sou eu? Que comunhão com todo deveria no pretérito do feto simples d subjuntivo? Mas quem não me alcança me destrói me esbagaça e me ergo como o sol, com a cara ardida com a carapaça passa sal na
pá pu
itarararra
artaud
rarara
vaca
vavo
vocal
raro
eu queria ver a cara de quando eu lançava meu nome nos librinhos de poesia
fresquinhos fresquinhos
vou nascer de novo!!
! de novo!!!!!!!
c� � l , @? (d oro pesseguinho! Mas acontece que já não sabia mais amar. Acontece. A nossa filosofia mora no cancioneiro popular. Até os mais menos. Estou feliz na medida do quão. A medida é o tanto que cheguei.













Neil Young





Um dia sonhei com uma ex naugra-ganga-franga-naufra naufrago-naufraga minha. Dos meus sonhos tão disparatados. Dos meus versos todos macambrosos. Brôsos, ou brósos? Tanto foda-s, quan-to faz. Um dia, continue lendo, sonhei com a petit. Petit Poá. Tristessa não vai gostar de ler isso. Mas andei sofrendo tanto por tristressa, mardou. Meu sonho foi assim, eu estava num lugar estranho. Sempre os sonhos são em lugares estranhos? Parecia a beira do caminho que levava a casa de la petit. Ela estava fumando pedrinhas brilhantes em um lugar onde uns mano reservavam umas garagens para fazer umas surubinhas programadas, tudo bem arranjado. Trouxeram um sacolé dessas pedrinhas brilhantes bem pequenininhas pra elas, ela e a irmã. Ela lamentava da vida, da dependência dessas pedriscuchas brilhosas que pareciam diamantes de boneca. Um saco cheio deles. Por cem cruzeiros. Muito caro. Na  minha quebrada, pensei, consigo mais barato, mas não sei é o barato é o mesmo daquele troco estranho. Havia um banheiro químico bem transado e ela queria me fuder de todo jeito. Acabou que eu acabei indo. Acabando com o pinto bem durinho no escuro daquele lugar estranho. Ei, que coisa. Não me lembro tanto, mas havia uma outra mulher no lugar. Uma negona bem, uhmm, como diria, uma afro, isso! era uma afro- e eu pus minha pistola naquela múler que me dava mais tesão que a pequena Carmem. [ la Carmem tiene un cutillo, lá Carmem tiene un cutillo traiçoeira eu te mato, mas nem é bom lembrar de passado.] sei que afro-grandeza gozou de pronto e as duas trocavam comentários sobre mim. Eu me gabava por dentro por aquele papo. Sei que depois, como sempre, aquela coisa de “tenho que ir” blablá...
fumou as pedrinhas de cristal num cachimbo de prata. Mas os mano eram os mesmo da quebrada e gostavam da música que tocava no rádio mesmo.  Era a beira de uma via expressa e eu fiquei com afro-black-beautty que me convidou pra jantar com uns caras bem estranhos...
lá fui. Era um hotel bacana or aqueles cantos. Queria pagar. Fui até o caixa. Você é o Don Gustavo?”disse o carcamano carancudo de de dentro do caixa. “Vou anotar pro senhor” e escreveu num papelzinho. “Sou, mas não sou o Don Gustavo. Sou o Gustavo.” falei. “Sim, respondeu, então sua conta dá cento e vinte cinco mais 10% tem certeza que não é o Don Gustavo?” Não tenho certeza, deixa-me ver. Cheguei hoje. Não, sim, eu sou o Don Gustavo...
eu bebi um whisky caro e participei da janta, que merda! Se me descobrem! E quando esse Don chegar?




O uivo para a morte.
Gilles,  

Para a morte, não sei, suporto mais que o latido. E, quando soube que cachorros e gatos fraudavam a previdência social, minha antipatia aumentou. Ao mesmo tempo, o que digo é bem bobo, porque as pessoas que gostam verdadeiramente de gatos e cachorros têm uma relação com eles que não é humana. Por exemplo, as crianças, têm uma relação com eles que não é humana, que é uma espécie de relação infantil ou... o importante é ter uma relação animal com o animal. O que é ter uma relação animal com o animal? Não é falar com ele... Em todo caso, o que não suporto é a relação humana com o animal. Sei o que digo porque moro em uma rua um pouco deserta e as pessoas levam seus cachorros para passear. O que ouço de minha janela é espantoso. É espantoso como as pessoas falam com seus bichos. Isso inclui a própria psicanálise. A psicanálise está tão fixada nos animais familiares ou familiais, nos animais da família, que qualquer tema animal... em um sonho, por exemplo, é interpretado pela psicanálise como uma imagem do pai, da mãe ou do filho, ou seja, o animal como membro da família. Acho isso odioso, não suporto. Devemos pensar em duas obras primas de Douanier Rousseau: o cachorro na carrocinha que é realmente o avô, o avô em estado puro, e depois o cavalo de guerra, que é um bicho de verdade. A questão é: que relação você tem com o animal? Se você tem uma relação animal com o animal... Mas geralmente as pessoas que gostam dos animais não têm uma relação humana com eles, mas uma relação animal. Isso é muito bonito, mesmo os caçadores, e não gosto de caçadores, enfim, mesmo eles têm uma relação surpreendente com o animal. Acho que você me perguntou, também, sobre outros animais. É verdade que sou fascinado por bichos como as aranhas, os carrapatos, os piolhos. É tão importante quanto os cachorros e gatos. E é também uma relação com animais, alguém que tem carrapatos, piolhos. O que quer dizer isto? São relações bem ativas com os animais. O que me fascina no animal? Meu ódio por certos animais é nutrido por meu fascínio por muitos animais. Se tento me dizer, vagamente, o que me toca em um animal, a primeira coisa é que todo animal tem um mundo. É curioso, pois muita gente, muitos humanos não têm mundo. Vivem a vida de todo mundo, ou seja, de qualquer um, de qualquer coisa, os animais têm mundos. Um mundo animal, às vezes, é extraordinariamente restrito e é isso que emociona. Os animais reagem a muito pouca coisa. Há toda espécie de coisas...
Essa história, esse primeiro traço do animal é a existência de mundos animais específicos, particulares, e talvez seja a pobreza desses mundos, a redução, o caráter reduzido desses mundos que me impressiona muito. Por exemplo, falamos, há pouco, de animais como o carrapato. O carrapato responde ou reage a três coisas, três excitantes, um só ponto, em uma natureza imensa, três excitantes, um ponto, é só. Ele tende para a extremidade de um galho de árvore, atraído pela luz, ele pode passar anos, no alto desse galho, sem comer, sem nada, completamente amorfo, ele espera que um ruminante, um herbívoro, um bicho passe sob o galho, e então ele se deixa cair, aí é uma espécie de excitante olfativo. O carrapato sente o cheiro do bicho que passa sob o galho, este é o segundo excitante, luz, e depois odor, e então, quando ele cai nas costas do pobre bicho, ele procura a região com menos pelos, um excitante tátil, e se mete sob a pele. Ao resto, se se pode dizer, ele não dá a mínima. Em uma natureza formigante, ele extrai, seleciona três coisas.
É este seu sonho de vida? É isso que lhe interessa nos animais?
Gilles: É isso que faz um mundo.

domingo, agosto 18, 2013

Can’t that moment that make up dog days
busy bee has no time no time
i’m fool
Full
Pei
Piece
Groud
who’s the fool now?
Ko
Know how
Head sick
alone and yellow
tow the brightness
of the glow
crisps ma face
would you rise?
never mind...
Girl next door
Cry for me now
have something more so
to say
who’s the Home again?


ain’t no pain on atmosphere skink


shine! Shinning sun’s sinning s-hell
sun!
came the smell

ich weiss es nicht
fich dich
across the lullaby
have none
done did gig? you
did?
shi...



Fuck