sábado, janeiro 11, 2014

Isso não é um grito

É assim
Nada fica como está
Nada será como antes

Dia 11 de janeiro de 2014.
Hoje comemoramos o aniversário do meu pai. Os meus irmãos vieram com a respectiva prole mais ou menos desfalcada. Todos os filhos estavam presentes. I Love my older brother. Ele traz esperança pra essa family. A Kaká, depois dele, nada teme. Veio com Bruno Bruninho sereno escudeiro a traçar seu caminho pela psicologia. Veio o Gabriel com a Natî. Em breve vai ter seu próprio restaurante em Jeriquaquara. Acho que eles estão indo pra lá. A irmã da Nat tem uma pousada. O Adriano imperador veio com as gêmeas. Ele está lindo. Meio coroa, meio grisalho. Porra, meu irmão é ducaralho. Cuidando de duas que choramingam ao mesmo tempo. Isso deve ser uma provação. Ed Histol  veio como bom moço. Só eu que sou mauzinho. Ficou pra mim. Mas já fiz bom som que todo mundo dançou. Inaugurei o Bordel com um pen-drive-zinho e, só porque coloquei Bela cigana da Flora e o João Nogueira, fiquei como DJ residente até esgotar minha pesquisa musical que passou a não agradar muito. Coloquei Caravan Palace – uma banda de ritmos eletrônicos mas com uma forte influência do Dixieland jazz dos anos 20 num clima de big band. As big bands duram e duraram tanto que eu me deparo com Elza cantando e uma big ao fundo. Hoje o hipertexto é incontesti frugal em seu tecido. Pedimos pizza. Não sei se era pra ter dito isso. Esse texto, na verdade, era pra ser um grito. Hoje é sábado, amanhã domingo. Por um sentimento de desejo meio parco meio aflito, juntei um monte de texto que durante sete anos eu venho escrevendo. Revisitei minha memória. Meus assombros e minhas glórias. Minhas derrotas e meu grito. A palavra aniquila a beleza do silêncio. Não sei definir um gênero. Talvez diários como gênero epistolar. Sempre fui um junkie, anarcopunk, desvairado.  Uma jornada em três atos que se fiam e findam. O meu mundo comum, o chamado e recusa dele. Encontros com os pícaros e a travessia pelo primeiro limiar. Segundo ato. Testes, aliados e inimigos e a aproximação da caverna oculta. Provação. Crise. Recompensa. Terceiro ato. O caminho de volta no pensamento de morte. O clímax da ressurreição e o retorno com o elixir sagrado. Agora nem grito nem falo. Apenas peço um brinde a Baco.
saúde!



Nenhum comentário: