quarta-feira, fevereiro 05, 2014

o mar...



Dio mio! Fico vendo na televisão esses caras surfando e me dá o chamado “banzo de arengueiro”. Saudade do mar, saudade de África. Saudade, saudade. Eita sentimento ruim. Dói num lugar onde não se vê. No Egito antigo pensavam que o raciocínio vinha do peito. Do coração pra ser mais exato. Eu sou um egípcio nato, nesse sentido. Putz! Fico vendo esses caras surfando sem mudar de parágrafo, quero dizer, canal. A vida é muito boa. Eu gosto de escalar, mas perdi o tesao com a galera... Esse espírito extremamente competitivo, de auto-superação do outro_que_se_foda. Sei lá... entrar na ciranda sem curtir a vibe da montanha. Muitos talvez nem saibam o que é estar na montanha. 
Faz tempo um geólogo me disse que não existem montanhas no Brasil. Mas o mar... Como existe mar ao longo da silhueta dessa pátria. Havia mesmo de ser descoberto. E inventado, pois fico pensando nos jesuítas ou nos primeiros missionários. Nas capitanias e nas primeiras empreitadas pelo mapa adentro. No tratado com a Espanha pensavam que o lugar não fosse tão grande quanto a Europa. Mas era (é) de proporções continentais - o que quer dizer bem grandes, comparado a Ásia e África. Por isso ficamos com a maior parte, digo as Tordesilhas, com ilhas e tudo mais. 
Eu sei o que é ficar no alto da serra.

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