sábado, março 22, 2014

Maletta sound cloud

Hoje fui fazer um som no Maletta.
Continua muita treta fazer qualquer coisa naquele lugar.
Som ou sei lá. Sei que mandei um set e vazei. Escorreguei pelo esgoto mais próximo.  desci a rampa e saí de lá. Descobri que Maletta se escreve com dois tés quando comecei a discotecar na galeria do João Martins. Tudo parecia clean, mesmo assombroso e dark. Minhas noites quase sempre nunca terminaram bem nesse tempo. A Mardou nunca gostou da vibe, apesar de haver me reencontrado ali.
Passados quatro anos sem me ver foi lá que eu ressurgi. E na vida de uma pessoa que leu meu blog incansavelmente. Foi lá que voltei a existir como gente, não como avatar, não como palavras apenas, signos linguais que servem para agrupar um pensamento. No entanto, como signo, passei a representar algo para alguém, como ainda hoje eu represento. Naquele antro, para ela e para muitos, um tanto, e som se propaga no ar. O bonde caminha em cima dos trilhos e não há nada como o tempo pra passar. O tempo cura tudo. Loucura, riqueza, excesso, cansaço, desespero.
Espero que esteja certo apenas. Apesar de não saber o que fiz ou quando e onde estive errado. Sigo seguindo a senda do meu sonho, ócio, estados alterados de consciência, jogos e acidente. As cinco bases da cultura, segundo a vertente alemã da semiótica.

Aprendi muito. Nem sei a medida. “Quão” é minha epifania. Sei que estava cheio de gente e que divertir-se quer dizer “sair de si”, etimologicamente. Conheci muita gente interessante ali. Mas hoje não quis falar com ninguém. Evoco as correntes africanas a se expressarem por mim.
Enfim. O Mosh Moshi foi o parceiro na hora de arrumar a tomada para plugar a tralha, parafernália sonora. Eu e ele temos feito experimentações que se perdem sem luar e sem memória. Assim sigo. Sujeito ao objeto, ou, digo. Assim segue a via vitae que vivemos e vivo, viva. Em espiral contínua rumo ao infinito. Segue como as ondas sonoras. Segue como as ondas do mar. Arcângelo, um dia quem sabe eu volto.
Sim, com outro intento.
Saravá.    

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