segunda-feira, maio 19, 2014

depoisdashoras

Meu pai foi embora. Partiu para o interior, o mundo exterior. Somos eu e minha mãe agora e tenho um nó na garganta. Não vi o dia, não me despedi, mas esse nó não é de choro nem canto, acompanha-me. O mundo-hoje_tempo-agora, a cada dia, tardia_tardinha_minha certa madrugada. Essa quer ser uma página rosa, reflete no vazio dos meus olhos, como nuvens tingidas de crepúsculo. A primavera é uma longa espera. Floresce, mas despeja nos hiatos, mas ou um pássaro.Vago em vão. Voo...

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